Hillary critica Obama e McCain sobre Iraque

Hillary Clinton, pré-candidatado Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, criticouna quarta-feira seus rivais a respeito do Iraque, afirmando queo também pré-candidato democrata Barack Obama só faz promessasquando se trata de colocar fim à guerra e que o republicanoJohn McCain pode estender ainda mais o conflito. Com essas declarações, Hillary tenta marcar pontos em umasemana na qual o Iraque voltou a ganhar peso aos olhos doseleitores norte-americanos. Nos últimos dois dias, o general David Petraeus, comandantedas forças norte-americanas naquele país, e o embaixador dosEUA no território iraquiano, Ryan Crocker, falaram diante doCongresso dos EUA. A pré-candidata, senadora pelo Estado de Nova York, afirmouque o eventual candidato republicano nas eleições de novembro,McCain (senador pelo Arizona), não tem interesse em colocar fimà guerra. Hillary questionou ainda se o rival dela na disputa pelavaga democrata no pleito presidencial, Obama (senador porIllinois), estava realmente comprometido com retirar as forçasnorte-americanas do Iraque conforme promete. "Essas são as opções. Um candidato continuará a guerra emanterá os soldados no Iraque por prazo indeterminado. O outrocandidato limita-se a dizer que acabará com a guerra", afirmouHillary em uma escola de ensino médio de um bairro dePittsburgh. "E um candidato está pronto a, está disposto a e é capaz deencerrar a guerra e reconstruir nossas forças sem deixar dehonrar nossos soldados e nossos veteranos", afirmou apré-candidata, referindo-se a si própria. Hillary e Obama afirmam que começariam a trabalhar pelaretirada norte-americana do Iraque assim que tomassem posse, emjaneiro de 2009, uma postura que McCain considera ser "um errode liderança". O republicano, que deu apoio à atual estratégia adotadapelos EUA no território iraquiano -- em meio à qual umcontingente extra de milhares de soldados norte-americanos foienviado àquele país --, tentou justificar a ausência de umplano claro para a conclusão do conflito. Muitos senadores, entre democratas e republicanos,levantaram dúvidas sobre o que interpretam como a ausência deuma estratégia para desvencilhar-se do Iraque depois de cincoanos de guerra, 4.000 norte-americanos mortos e bilhões dedólares gastos. "A estratégia de saída é o sucesso do contingente extra e ahabilidade do Iraque de assumir os encargos na área desegurança, ambos pré-requisitos para que o processo democráticoavance no Iraque. Trata-se de uma estratégia clássica decontra-insurgência", afirmou McCain ao canal Fox News. Hillary deu suas declarações um dia depois de Petraeus terdito ao Congresso que os EUA precisavam suspender a retirada deseus soldados do Iraque em julho, porque as conquistasrealizadas na área de segurança eram frágeis. A pré-candidata exigiu do presidente norte-americano,George W. Bush, uma estratégia para o fim do envolvimento dosEUA com o Iraque e disse que o líder não deveria selar umacordo de segurança de longo prazo com aquele país sem achancela prévia do Congresso.

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