Richard Drew/ AP
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Hillary culpa misoginia, FBI, Rússia e a si mesma por ter perdido eleição

Democrata disse que está passando pelo processo 'doloroso' de reviver a corrida presidencial de 2016 enquanto escreve um livro

O Estado de S. Paulo

02 Maio 2017 | 20h26

NOVA YORK - A democrata Hillary Clinton disse nesta terça-feira, 2, que está assumindo para si a responsabilidade por ter perdido as eleições presidenciais dos Estados Unidos no ano passado para o republicano Donald Trump. No entanto, segundo Hillary, a misoginia, a interferência da Rússia e decisões duvidosas por parte do FBI também influenciaram o resultado.

A democrata ofereceu extensos comentários sobre a eleição durante o almoço anual da Women for Women International, em Nova York. Hillary disse que está passando pelo processo "doloroso" de reviver a corrida presidencial de 2016 enquanto escreve um livro.

"Não foi uma campanha perfeita. Não existe tal coisa", disse ela, em uma sessão de perguntas e respostas com Christiane Amanpour, da rede de TV americana CNN. "Mas eu estava no caminho certo para ganhar até que uma combinação da decisão do FBI de investigar os meus e-mails, em 28 de outubro, e a divulgação de conteúdo pelo WikiLeaks levantou dúvidas na mente das pessoas que estavam inclinadas a votar em mim."

Hillary lembrou ao público do local, majoritariamente feminino, que ela obteve mais votos do que o presidente Donald Trump. "Se a eleição fosse em 27 de outubro, eu seria presidente", disse.

Ela também destacou o papel da Rússia, em relação a uma possível interferência de Moscou em seus e-mails, que foram vazados pelo WikiLeaks. As agências de inteligência americanas ainda estão investigando se a Rússia coordenou com a equipe de campanha de Trump uma possível interferência na eleição.

"Ele (o presidente russo Vladimir Putin) certamente interferiu na nossa eleição", disse Hillary. "E está claro que ele interferiu para me atrapalhar e ajudar meu oponente."

Questionada sobre se seria vítima de misoginia, Hillary afirmou que acha que esse fator desempenhou um papel e a misoginia está presente nos EUA "politicamente, socialmente e economicamente".

Após duas campanhas presidenciais mal sucedidas, a democrata não deve concorrer novamente a cargos públicos. "Agora eu voltei a ser uma cidadã ativista e parte da resistência", disse. / AP

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