Hillary defende abordagem mais agressiva do Paquistão

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, defendeu hoje que o Paquistão endureça as ações no combate ao Taleban e a outros insurgentes. Em visita ao país, Hillary falou na Universidade de Governo de Lahore e respondeu a dúvidas de estudantes. Na opinião da secretária de Estado, não endurecer com os extremistas seria o caminho certo para a piora no quadro paquistanês. "Se você quiser ver o território afundar, essa é a opção", afirmou.

AE-AP, Agencia Estado

29 de outubro de 2009 | 13h27

As dúvidas dos estudantes não mostraram hostilidade, mas uma forte dúvida sobre se os Estados Unidos podem ser um parceiro confiável para o país. Hillary chegou ao Paquistão ontem e ficará até a sexta-feira. Ela fez uma comparação entre a situação no país, com os extremistas controlando vários pontos do território, e uma situação hipotética nos EUA. Segundo a secretária de Estado, seria "impensável" que o governo deixasse os rebeldes tomarem áreas pouco povoadas. Com isso, defendeu a ação militar paquistanesa no Waziristão do Sul, perto da fronteira com o Afeganistão.

Hillary disse que a intenção de sua visita é falar aos paquistaneses comuns e trabalhar por um esforço para superação das diferenças e da melhoria na compreensão entre as partes. A secretária disse que há "uma grande diferença" na atual política do governo Barack Obama e na do antecessor George W. Bush. "Eu passei todos meus oito anos no Senado me opondo a ele", disse ela, recebendo aplausos da plateia.

Apesar da promessa de uma conversa franca e aberta na visita à universidade, Hillary não quis comentar os ataques com mísseis feitos pelos EUA contra extremistas, perto da fronteira afegã. Essas ações são alvo de condenação entre os paquistaneses, mas a administração Obama geralmente se recusa a confirmar se realiza ou não esses ataques.

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