Hillary deve pressionar Rússia sobre programa iraniano

A Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Rodham Clinton, planeja pressionar os líderes russos por "formas específicas de pressão" contra o Irã se o regime fracassar em atender as exigências internacionais para provar que seu programa nuclear é pacífico. Clinton chegou hoje a Moscou, vinda de Belfast, com uma agenda recheada de encontros amanhã com o presidente russo, Dmitry Medvedev, e o ministro de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, sobre a questão do Irã, o Afeganistão e os esforços norte-americanos para desarmar uma corrida antimíssil na Europa. Também está na pauta a Coreia do Norte, que realizou hoje novos testes de mísseis.

AE-AP, Agencia Estado

12 de outubro de 2009 | 17h29

Um funcionário sênior do Departamento de Estado que viaja com Hillary disse que ela pretende conversar com Lavrov e Medvedev sobre "com quais formas específicas de pressão a Rússia estaria preparada para se juntar a nós e a nossos aliados se o Irã fracassar em atender suas obrigações". O funcionário afirmou que é crucial obter sinais tangíveis de suporte de Moscou porque, quanto mais unida estiver a comunidade internacional, mais a pressão sobre o Irã deve funcionar. O funcionário falou sob condição de anonimato.

Rússia e China há tempos se recusam a impor novas sanções ao Irã caso Teerã falhe em esclarecer seu programa nuclear suspeito, mas Medvedev indicou que a posição russa pode estar mudando depois que Teerã divulgou um local secreto de enriquecimento de urânio perto da cidade sagrada de Qom. Além do Irã, Hillary vai abordar uma variedade de outros assuntos, incluindo controle de armas, defesa de mísseis e cooperação em convencer a Coreia do Norte a abandonar as armas nucleares, disseram autoridades.

Negociadores dos dois países correm para chegar a um acordo sobre um sucessor do Tratado de Redução de Armas Estratégicas de 1991, ou START I, e Hillary quer enfatizar a urgência das negociações. Ela também vai explorar uma possível cooperação na defesa de mísseis, depois da decisão do presidente Barack Obama de não seguir adiante com os planos do governo do ex-presidente norte-americano George W. Bush de sediar tal sistema no leste europeu. Rússia veementemente se opôs a esses planos e saudou a nova abordagem de Obama.

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