REUTERS/Carlos Barria
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Hillary diz apoiar plano de Obama para fechar a prisão de Guantánamo

Pré-candidata democrata à Casa Branca afirmou que o centro de detenção em Cuba 'inspirou mais terroristas do que encarcerou'

O Estado de S. Paulo

24 de fevereiro de 2016 | 12h05

WASHINGTON - A pré-candidata presidencial democrata dos Estados Unidos, Hillary Clinton, expressou na terça-feira 23 seu apoio ao plano anunciado pelo presidente Barack Obama para fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba.

"Apoio o plano de hoje do presidente Obama para fechar o centro de detenção na baía de Guantánamo e fechar finalmente a porta deste capítulo de nossa história", afirmou Hillary em comunicado. A pré-candidata democrata à Casa Branca, que foi secretária de Estado às ordens de Obama entre 2009 e 2013, ressaltou que "durante anos, Guantánamo inspirou mais terroristas do que encarcerou".

O presídio "não fortaleceu nossa segurança nacional, a prejudicou", disse Hillary, lembrando que, como chefe da diplomacia americana, designou um "enviado especial" para agilizar a transferência de detentos da prisão.

"O fechamento de Guantánamo seria um sinal de força e determinação. O Congresso deveria aplicar o plano do presidente Obama o mais rápido possível, e de forma responsável", destacou Hillary, favorita para conseguir a indicação presidencial democrata para as eleições do próximo dia 8 de novembro.

Obama apresentou o novo plano para fechar a prisão de Guantánamo por meio da transferência de entre 30 a 60 presos para o território nacional, o que foi recebido com rejeição no Congresso, principalmente entre a oposição republicana.

O plano apresentado enviado pelo Departamento de Defesa ao Congresso representa a última tentativa de Obama para fechar a prisão localizada em Cuba e cumprir assim, nos 11 meses que lhe restam de mandato, uma promessa que data de sua primeira campanha eleitoral em 2008.

Em Guantánamo estão atualmente 91 detentos, mas a prisão já chegou a abrigar cerca de 800 presos pouco após sua abertura, ordenada pelo então presidente americano George W. Bush, após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA. /EFE

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