Hillary diz que é difícil imaginar CS sem Brasil

Em Brasília, secretaria de Estado dos EUA diz que China apoiaria medidas contra Coreia do Norte em caso de nova provocação

IURI DANTAS , BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2012 | 03h01

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou ontem que não se opõe à ideia de o Brasil ter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Ao mesmo tempo, a chefe da diplomacia americana lembrou que uma reforma no órgão não depende apenas de seu país. "Acreditamos que os EUA mostraram um grande compromisso com uma reforma real da ONU, mais do que muitos no conselho."

"Os EUA admiram a crescente liderança do Brasil e sua aspiração de se juntar ao Conselho de Segurança da ONU como um membro permanente. Acredito que será muito difícil imaginar um futuro conselho que não fosse incluir um país como o Brasil", disse Hillary, que participou de um encontro com empresários e teve uma reunião com chanceler brasileiro, Antonio Patriota. Hoje, ela se encontra com a presidente Dilma Rousseff.

Irã. Hillary elogiou o acordo fechado com o Irã pelo P5+1, grupo de cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Grã-Bretanha, China, França e Rússia) mais a Alemanha. A secretária de Estado, porém, garantiu que seu governo "manterá a pressão" sobre os iranianos para que as negociações sobre o programa nuclear de Teerã avancem.

Questionada sobre a Síria, Hillary afirmou que ainda é cedo para tirar conclusões sobre o plano de paz do enviado da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, porque alguns observadores internacionais ainda estão chegando ao país. "Mais do que limitar a ação de observadores, Assad precisa é silenciar suas armas", disse.

Sobre a Coreia do Norte, Hillary disse que a China e outras potências mundiais apoiarão futuras punições contra Pyongyang, caso haja novos atos de provocação. "Estamos todos de acordo, incluindo a China, que haverá futuras consequências caso (a Coreia) continue com seus atos de provocação", disse.

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