Hillary diz que Irã está virando ditadura

Os Estados Unidos acreditam que o Irã possa estar se tornando uma ditadura militar e que a Guarda Revolucionária estaria suplantando o governo do país, disse nesta segunda-feira a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Em pronunciamento a estudantes do Catar, Hillary disse que o governo dos EUA quer o diálogo, mas que "não cruzará os braços" enquanto a república islâmica se envolve num suposto programa de armas nucleares.

AE, Agencia Estado

15 de fevereiro de 2010 | 13h06

A uma pergunta sobre se Washington planeja atacar o Irã, a secretária respondeu que "não, planejamos unir a comunidade internacional para pressionar o Irã por meio de sanções adotadas pela Organização das Nações Unidas, principalmente contra empresas controladas pela Guarda Revolucionária, que acreditamos estar, de fato, suplantando o governo do Irã".

"É assim que vemos a situação. Acreditamos que o governo do Irã, o líder supremo, o presidente, o Parlamento, estejam sendo suplantados e que o Irã avança rumo a uma ditadura militar. Essa é nossa posição", afirmou Hillary.

A Guarda, criada depois da Revolução Islâmica de 1979 para proteger o sistema de governo das ameaças internas e externas, tem cerca de 125 mil combatentes em unidades de terra, ar e mar. Ela opera separadamente dos 350 mil soldados militares regulares e responde ao líder supremo, ao aiatolá Ali Khamenei, a máxima autoridade da república.

Hillary reconheceu que a abordagem do presidente dos EUA, Barack Obama, ao Irã não rendeu frutos, mas culpou o Irã por se negar a envolver-se nas negociações e sugeriu que uma quarta rodada de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas seria a única opção.

"O que estamos tentado fazer é enviar uma mensagem ao Irã, uma mensagem muito clara, de que ainda estaríamos abertos a um compromisso, de que acreditamos que exista um caminho diferente para o Irã", disse Hillary. "Mas queremos o mundo unido em uma mensagem inequívoca ao Irã, a de que não ficaremos quietos enquanto eles buscam um programa nuclear que pode ser utilizado para ameaçar seus vizinhos", acrescentou. As informações são da Associated Press.

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