Hillary diz que violência na Síria é 'inconcebível'

A secretária de Defesa dos EUA, Hillary Clinton, condenou nesta quinta-feira o governo da Síria pela violência "simplesmente inconcebível", acusando o presidente Bashar Assad de intensificar a repressão que já deixou milhares de mortos. Mostrando a primeira reação americana a notícias que grupos de oposição sírios descrevem como um novo massacre na quarta-feira, Hillary afirmou: "Estamos revoltados com o que vemos acontecendo".

AE, Agência Estado

07 de junho de 2012 | 11h34

"A violência patrocinada pelo regime, que testemunhamos de novo em Hama ontem, é simplesmente inconcebível", afirmou. "Assad aumentou o nível de sua brutalidade, e a Síria não vai e não pode ser um lugar pacífico, estável ou democrático até Assad não deixar o poder".

Uma organização disse que milicianos a favor do governo mataram pelo menos 78 pessoas, entre elas mulheres e crianças, na província de Hama. O governo rejeitou as alegações como "totalmente sem base", culpando terroristas armados pelo que descreveu como um ataque menor.

Em relação ao Irã, Hillary disse que o país precisa estar pronto para tomar ações concretas quando for discutir seu programa nuclear com as potências mundiais, nos próximos dias 18 e 19, em Moscou. Ela afirmou que uma das principais preocupações é o enriquecimento iraniano de urânio a 20% e que o objetivo das negociações é começar a trabalhar, necessariamente, por uma solução diplomática. Conversas anteriores tiveram poucos resultados tangíveis.

O Irã insiste que não possui a intenção de produzir armas nucleares e que seus reatores têm propósitos médicos e energéticos. "Queremos que eles cheguem às negociações preparados para tomar ações concretas", disse Hillary. As informações são da Associated Press.

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