Hillary diz ser contra o uso da bandeira dos confederados nos EUA

Pré-candidata democrata declara que símbolo não deveria tremular em nenhum lugar e elogia redes por tirarem emblema de venda

O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2015 | 20h21

WASHINGTON - A pré-candidata do Partido Democrata Hillary Clinton visitou nesta terça-feira uma igreja de negros próxima ao local onde houve distúrbios em Ferguson, no Missouri, e disse que a bandeira dos confederados "não devia tremular em nenhum lugar". O comentário foi feito após o ataque a tiros lançado por um jovem branco contra uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul, que deixou nove mortos.

Hillary também elogiou o WalMart e outras redes por anunciar que vão parar de vender produtos com a bandeira dos confederados. Ela disse esperar que outras empresas adotem a mesma posição.

Desde o ataque em Charleston, foram divulgadas fotos na internet do suspeito, Dylann Roof, de 21 anos, com uma bandeira dos confederados, que muitos hoje em dia consideram um símbolo racista. As imagens provocaram um debate nos EUA sobre o papel dos símbolos dos confederados nos EUA atualmente. Os legisladores estaduais da Carolina do Sul abriram um debate para a possível remoção da bandeira do complexo de prédios do Legislativo local.

"Não podemos nos esconder das verdades difíceis sobre raça e justiça", disse Hillary, que participou de uma conversa com líderes religiosos e comunitários. A igreja visitada fica a alguns quilômetros do local onde o jovem negro Michael Brown foi morto a tiros por um policial branco no ano passado em Ferguson, provocando os piores distúrbios raciais em anos no país.

Os afro-americanos são uma parte leal da base política de Hillary. Uma pesquisa do Wall Street Journal e da NBC News mostrou que 81% desse grupo tem uma avaliação positiva dela, acima dos 73% de uma pesquisa realizada nos primeiros meses do ano. / Dow Jones Newswires

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