Hillary encerra viagem à China sem acordos

Hillary Clinton encerrou ontem sua provável última visita à China na condição de secretária de Estado dos EUA sem convencer as autoridades de Pequim a se aproximar de Washington em questões fundamentais, como a crise na Síria e os conflitos territoriais que opõem chineses a países vizinhos da Ásia.

CLÁUDIA TREVISAN, CORRESPONDENTE / PEQUIM , O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2012 | 03h08

A chegada de Hillary, na terça-feira à noite, foi precedida de críticas à sua atuação e à sua personalidade na imprensa oficial chinesa, totalmente controlada pelos censores de Pequim. O fim da visita, ontem, evidenciou as divisões políticas entre as duas superpotências.

O encontro que a secretária teria com o provável futuro presidente da China, Xi Jinping, foi cancelado com poucas horas de antecedência. A americana reuniu-se com o atual ocupante do cargo, Hu Jintao, e Li Keqiang, que deve assumir o posto de primeiro-ministro em março, no lugar de Wen Jiabao.

Antes de aterrissar em Pequim, a secretária de Estado dos EUA defendeu, em entrevista na Indonésia, a criação de um código de conduta para solução dos conflitos territoriais entre a China e os países da região, entre os quais estão Vietnã e Filipinas. Hillary sugeriu ainda que as nações adotem uma posição unificada para negociar em melhores termos com os chineses.

Pequim, contudo, prefere solucionar as disputas de maneira bilateral e rejeita a adoção de regras comuns. Também considera inaceitável a ingerência dos Estados Unidos em uma região na qual tem supremacia.

"A China tem soberania sobre as ilhas do Mar do Sul da China e suas águas adjacentes", disse o ministro das Relações Exteriores chinês, Yang Jiechi, em entrevista concedida ontem ao lado da secretária de Estado dos EUA.

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