Hillary exige fim do programa nuclear de Pyongyang

Secretária de Estado dos EUA afirma que 'fim irreversível' do projeto bélico é apoiado por Rússia e China

Associated Press e Efe,

22 de julho de 2009 | 10h28

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, declarou nesta quarta-feira, 22, na Tailândia que o "fim irreversível" do programa nuclear bélico da Coreia do Norte é a única opção viável para o isolado país comunista. Hillary enfatizou que Estados Unidos, China, Rússia, Japão e Coreia do Sul estão de acordo quanto à exigência.

 

Veja também:

linkEUA ameaçam armar vizinhos em caso de Irã nuclear

especialEspecial: As armas e ambições das potências

 

A declaração foi feita por Hillary depois de reuniões com os chanceleres dos quatro países às margens de uma conferência sobre segurança no âmbito do Fórum da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean, por suas iniciais em inglês) em Phuket, na Tailândia. Hillary está na Tailândia com o intuito de demonstrar que os EUA estão voltando a se comprometer com a Ásia depois de anos de negligência. As informações são da Associated Press.

 

"Não tentamos recompensar a Coreia do Norte para que retorne", disse. A chefe da diplomacia americana disse que também destacaram "a necessidade de que o processo de implementação da resolução do Conselho de Segurança da ONU tem que ser transparente, vigoroso e unificado". "Falamos também dos passos que temos que adotar de forma individual e conjunta para que seja aplicado o embargo de armas, as medidas financeiras e as inspeções".

 

Antes, o governo japonês defendeu que o fórum asiático de segurança, do qual fazem parte União Europeia, Estados Unidos e outros 25 países, condene duramente a intenção da Coreia do Norte de continuar seu programa de armas nucleares. "Devemos deixar claro que o desenvolvimento dos programas nuclear e de mísseis pela Coreia do Norte nunca poderá ser tolerado", disse, em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores japonês, Kazuo Kodama.

 

Pyongyang afirmou, em abril, que estava abandonando as negociações para o seu desmantelamento nuclear, como protesto perante a condenação do Conselho de Segurança das Nações Unidas pelo lançamento de um foguete de longo alcance naquele mesmo mês, que se suspeita que fosse o teste encoberto de um míssil. Além disso, o regime norte-coreano realizou seu segundo teste nuclear em maio, e depois fez vários lançamentos de prova de mísseis de curto alcance em direção ao Mar do Leste (Mar do Japão), o que gerou novas e mais firmes sanções do Conselho de Segurança.

Tudo o que sabemos sobre:
TailândiaEUACoreia do Norte

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.