Hillary ficará mais 2 dias internada em hospital de NY

Médicos diagnosticaram na secretária de Estado dos EUA uma trombose, que seria decorrente de uma concussão

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

01 de janeiro de 2013 | 02h04

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, internada no domingo em razão de uma trombose, permaneceu em observação ontem no hospital de Nova York. Seus problemas de saúde, segundo afirmou seu porta-voz, Philippe Reines, são decorrentes de uma concussão que ela sofreu no mês passado.

Reines disse que os médicos de Hillary descobriram a trombose ao realizar exames de acompanhamento, no domingo. O assessor não indicou em que região do corpo ela apresentou o problema, mas afirmou que Hillary está sendo tratada com anticoagulantes e deveria ficar mais dois dias no Hospital Presbiteriano de Nova York para o monitoramento de sua medicação.

"Os médicos dela continuarão a avaliar sua condição, incluindo outros fatores associados à concussão que ela sofreu", afirmou Reines, em um comunicado. "Eles determinarão se alguma outra ação será ou não necessária."

Hillary, de 65 anos, sofreu uma queda enquanto estava em sua casa recuperando-se de uma virose estomacal que a havia deixado seriamente desidratada. A concussão foi diagnosticada no dia 13 e a secretária de Estado foi obrigada a cancelar uma viagem que tinha marcada para a África e o Oriente Médio, planejada inicialmente para ocorrer na próxima semana.

Ex-primeira-dama e ex-senadora - que pretende deixar o cargo mais alto da diplomacia americana este mês -, Hillary é conhecida por sua extenuante agenda de viagens. Nenhum ocupante do cargo viajou mais do que ela na história. Em quatro anos, desde que assumiu o cargo, ela visitou 112 países.

Especialistas afirmam que a hipótese mais provável é que sua trombose tenha ocorrido nas pernas em razão do período que ela teve de passar de cama após a concussão. "Quando você não está se movendo, não tem tanta circulação nas extremidades inferiores (do corpo) e o sangue concentra-se nas pernas mais tempo do que o normal", disse o cardiologista Cam Patterson. / AP e NYT

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