Hillary nega que tenha criticado Luther King

Candidata é acusada de reduzir papel de líder em conquista por direitos civis

AP e Efe Washington, O Estadao de S.Paulo

14 de janeiro de 2008 | 00h00

A pré-candidata democrata, Hillary Clinton, defendeu-se ontem das críticas que recebeu após afirmar no dia 7 que a luta do ativista negro Martin Luther King pela igualdade racial concretizou-se apenas em 1964, quando o então presidente, Lyndon Johnson, aprovou a lei de direitos civis. "O sonho do doutor King só começou a realizar-se quando o presidente Johnson firmou a lei. Foi preciso um presidente para fazê-lo", tinha dito Hillary. A candidata disse ontem que seu comentário foi mal interpretado e distorcido por seu principal rival democrata, Barack Obama, que afirmou que "achar que isso (igualdade racial) é algo que nós (políticos) conseguimos é ridículo". "Esse é um assunto infeliz que a campanha de Obama transformou em polêmica", disse a senadora, acusando o rival de trazer a tensão racial para a campanha. Hillary disse ainda que King é uma das figuras a quem ela "mais admira no mundo". "Ele não fazia apenas discursos. Ele participou de protestos, foi espancado e preso", disse a senadora, ressaltando que o próprio King fez campanha para Johnson pois sabia da necessidade de eleger um presidente que transformasse os direitos civis em lei.A discussão ocorre duas semanas antes da primária do dia 26 na Carolina do Sul, Estado com grande números de eleitores negros - responsáveis por 50% dos votos na eleição de 2004.

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