Hillary pede a líder egípcio respeito a direitos do povo

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, se reuniu por mais de uma hora com o líder do exército do Egito, o marechal Hussein Tantawi, neste domingo, após se encontrar no sábado com o novo presidente do país, Mohamed Morsi. As reuniões ocorreram em um momento em que a transformação da ditadura egípcia em um governo democrático parece estar sob risco.

AE, Agência Estado

15 de julho de 2012 | 09h44

O pedido de Hillary ao exército foi simples: trabalhar junto com os novos líderes islâmicos em uma ampla transição para regras civis. "Eles discutiram a transição política e o diálogo do conselho militar com o presidente Morsi", afirmou uma fonte do Departamento do Estado. "A secretária destacou a importância de proteger os direitos de todos os egípcios, incluindo mulheres e minorias", acrescentou. De acordo com a fonte, Tantawi se concentrou nas necessidades econômicas do Egito e as duas autoridades conversaram sobre planos de ajuda dos EUA.

O conselho de generais de Tantawi está preso em um impasse político tenso com a Irmandade Muçulmana depois de reduzir os poderes do presidente eleito na véspera de sua posse, no mês passado, e reforçar a decisão de um tribunal de dissolver o Parlamento, dominado pelos islâmicos. Juntas as atitudes criaram um clima em que ninguém tem certeza sobre quem está no controle e em que direção o Egito está caminhando.

Sem tomar partido nas disputas sobre o Parlamento e sobre como elaborar uma nova Constituição, Hillary pediu que Tantawi leve as forças armadas de volta a "um papel puramente de segurança nacional". Mas as críticas da secretária norte-americana foram limitadas. Ela elogiou o exército por defender vidas durante a revolta de fevereiro de 2011 contra o ex-presidente Hosni Mubarak e pelo progresso que o Egito fez durante o governo miliar interino, que incluiu eleições livres.

Não ficou claro se Hillary adotou um tom mais duro na reunião a portas fechadas com Tantawi ou sobre o que ela conseguiu dos generais, cuja desconfiança dos EUA é quase tão grande quanto a que sentem pela Irmandade Muçulmana. As informações são da Associated Press.

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