Hillary pede transição democrática no Egito

No Cairo, secretária de Estado defende que civis e militares trabalhem pela normalização institucional do país

CAIRO, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2012 | 03h02

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pediu ontem, durante visita oficial ao Egito, que os líderes civis e militares do país se comprometam com uma democracia forte e duradoura. Segundo a diplomata, os direitos civis dos cidadãos egípcios devem ser amplamente respeitados pelo novo governo.

Hillary se reuniu com o presidente Mohamed Morsi e com líder do Comando Supremo das Forças Armadas, marechal Hussain Tantawi, que ainda detêm o controle do Legislativo e considerável influência sobre o Judiciário.

A secretária de Estado pediu que Exército e civis trabalhem juntos para uma transição ampla. Segundo uma fonte do Departamento de Estado, ela e Tantawi discutiram a transição política e o diálogo do conselho militar com Morsi.

"Hillary destacou a importância de proteger os direitos de todos os egípcios, incluindo mulheres e minorias", disse a fonte. Tantawi concentrou-se nas necessidades econômicas do Egito e sobre planos de ajuda econômica dos EUA.

A junta militar vive um impasse político tenso com a Irmandade Muçulmana depois de reduzir os poderes do presidente eleito às vésperas de sua posse, no mês passado, e de reforçar a decisão de um tribunal de dissolver o Parlamento, dominado pelos islâmicos. Sem tomar partido, Hillary pediu que Tantawi leve o Exército novamente para dentro dos quartéis. / AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.