Hillary pressiona por sanções contra a Síria e Assad

Americana volta a dizer que presidente sírio deve abrir caminho para transição democrática

Reuters

01 Setembro 2011 | 18h42

PARIS - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta quinta-feira, 1º, que mais países imponham sanções contra o governo sírio do presidente Bashar Assad, argumentando que ele só deixará o poder e encerrará a repressão sobre os opositores mediante uma maior pressão da comunidade internacional.

 

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Hillary, repetindo o discurso das autoridades americanas de que Assad deve renunciar e abrir caminho para uma transição democrática, disse que mais países deveriam fazer como os Estados Unidos e punir Assad e aliados próximos por causa da repressão que conduzem contra os sírios que pedem o fim do regime e mais democracia.

 

 

"A transição democrática da Síria já começou. É hora do presidente Assad reconhecer isso e sair do caminho para que o povo possa decidir seu próprio futuro. Aqueles que concordam conosco devem transformar esse discurso em ações concretas para aumentar a pressão sobre Assad e os que o rodeiam, incluindo sanções que privem o regime de financiar essa campanha de violência", disse a diplomata.

 

 

Hillary elogiou alguns países árabes, como a Turquia, que já criticaram duramente o governo de Assad, e também a União Europeia, que já "tomou decisões importantes". "Apreciamos que mais governos estejam alinhados", disse a secretária de Estado, acrescentando que a comunidade internacional deve instigar a oposição líbia a desenvolver um futuro plano de democracia para a nação árabe.

 

Representatividade

 

Pouco antes das declarações de Hillary, que falou de Paris, onde acontecia uma reunião de discussão do futuro da Líbia, o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, afirmou que a oposição a Assad tem crescido e se tornado "mais representativa" nas últimas semanas.

 

"A oposição inclui grande parte da sociedade síria, e vemos também uma coordenação mais estreita entre os sírios de dentro e de fora do país. Ainda assim, há um longo caminho a ser percorrido", completou Toner, dizendo que a oposição síria ainda não está tão organizada quanto a que derrubou Muamar Kadafi na Líbia.

 

A ONU afirma que mais de 2.200 pessoas já foram mortas na Síria desde que os protestos por reformas democráticas começaram, em março. O governo de Assad culpa "gangues criminosas armadas" pelo levante popular.

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