Hillary promete maior cooperação entre EUA e Vietnã

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, exortou hoje o governo do Vietnã a que melhore seu histórico de defesa dos Direitos Humanos. Ela prometeu uma maior cooperação para que o país asiático supere as sequelas provocadas por um produto químico tóxico usado pelas tropas dos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, que acabou em 1975.

AE-AP, Agência Estado

22 de julho de 2010 | 13h02

Hillary chegou a Hanói para comemorar o 15º aniversário da normalização das relações diplomáticas entre os EUA e o Vietnã, e elogiou seus anfitriões por seu "povo extraordinário e dinâmico". Para ela, o país asiático "está no caminho de se converter numa nação com um potencial sem limites".

A secretária disse ser necessário que o governo comunista do Vietnã acompanhe essa expectativa com a retirada de restrições à liberdade de expressão e à atividade política. "Entre outras razões, expressamos preocupação pelas detenções e condenações de dissidentes pacíficos, pelas agressões contra grupos religiosos e pelas restrições à liberdade na internet", disse Hillary, durante entrevista aos jornalistas com o chanceler vietnamita Pham Gia Khiem.

Sequelas

O Vietnã ainda sofre com as sequelas do "agente laranja", um desfolhador tóxico usado pelas tropas dos EUA durante a guerra, que, segundo as autoridades locais, provocou prejuízos à saúde de pelo menos três milhões de pessoas.

Entre 1962 e 1971, as tropas norte-americanas lançaram pelo menos 41,6 milhões de litros dessa substância em extensas áreas do sul do Vietnã. Os especialistas vincularam a dioxina, uma substância tóxica usada no herbicida, a casos de câncer, malformações genéticas e outras doenças entre os vietnamitas.

Durante sua permanência de dois dias no Vietnã, Hillary participará de um seminário com autoridades graduadas, procedentes de vários países do Sudeste Asiático. Hillary chegou a Hanói vinda de Seul, onde anunciou uma nova rodada de sanções contra a Coreia do Norte e ratificou, junto com o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, o apoio americano à Coreia do Sul.

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