Hillary qualifica ação de ''covarde'' e mantêm cronograma de retirada

Governo afirma que ações do Taleban não impedirão a saída dos soldados do Afeganistão, que começa em dezembro

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2011 | 00h00

CORRESPONDENTE / WASHINGTON

Os Estados Unidos afirmaram que os ataques de ontem realizados pelo Taleban não vão alterar o calendário de retirada de suas tropas do Afeganistão, a ser iniciada em dezembro e concluída no fim de 2014. A secretária de Estado Hillary Clinton qualificou o atentado contra a embaixada americana em Cabul como um "ataque covarde".

"Tomaremos as medidas necessárias para proteger os americanos, dar segurança à área e punir os responsáveis", afirmou Hillary. "Atentados não vão deter nosso compromisso de prover segurança ao país, enquanto reduzimos o número de soldados e aumentamos a capacidade das forças nacionais de segurança do Afeganistão", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

O presidente dos EUA, Barack Obama, não deu declarações sobre o tema. Na segunda-feira, em um debate eleitoral, os pré-candidatos republicanos à Casa Branca comprometeram-se a levar adiante a retirada das tropas americanas.

Pelo Twitter, o secretário-geral da Otan, Anders Rasmussen, disse confiar na capacidade de as autoridades afegãs lidarem com a situação. "O Taleban está tentando testar a transição, mas não será capaz de detê-la. A transição está no trilho", afirmou.

Os ataques do Taleban ocorreram dois dias depois das celebrações dos dez anos dos ataques do 11 de Setembro, marcadas pelo temor de uma nova ação terrorista nos EUA. No entanto, o atentado ocorreu no Afeganistão. No domingo, 2 civis afegãos morreram e 80 soldados da Otan foram feridos na explosão de um caminhão-bomba na entrada de uma base militar.

Até 2014, os EUA planejam retirar seus 100 mil militares do Afeganistão. No final do ano, 10 mil deixarão o front e, até setembro de 2012 mais 20 mil devem voltar aos EUA. A intenção inicial era retirar os 30 mil soldados ainda em 2011, mas foi adiada diante da resistência do Taleban no sul do país. A estratégia de Obama contraria o Pentágono, que defende a permanência das tropas por mais tempo.

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