Hillary qualifica vazamento como 'ataque aos EUA'

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, qualificou o vazamento de centenas de milhares de telegramas diplomáticos norte-americanos como um ataque não apenas a seu país, mas à comunidade internacional como um todo e disse que o episódio mina a confiança entre as nações.

AE, Agência Estado

29 de novembro de 2010 | 17h43

Em seu primeiro comentário público desde o vazamento de informações pelo site WikiLeaks.org, ocorrido no fim de semana, Hillary disse também que o vazamento de comunicações secretas da chancelaria norte-americana é um "ato ilegal". A chanceler norte-americana afirmou ainda que o governo dos Estados Unidos está "perseguindo agressivamente" os responsável pelo vazamento. Apesar do vazamento de mais informações, Hillary declarou-se "confiante" de que as parcerias dos EUA vencerão os desafios representados pelas revelações.

Turquia

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, "simplesmente odeia Israel" por razões religiosas, afirmou um diplomata dos EUA em um documento vazado ontem pelo WikiLeaks. O texto é um resumo de uma conversa com o embaixador de Israel na Turquia, Gabby Levy, sobre as frequentes críticas de Erdogan, após Israel lançar uma violenta ofensiva na Faixa de Gaza no ano passado.

"Nossas discussões com contatos tanto dentro como fora do governo turco sobre a piora das relações turcas com Israel tendem a confirmar a tese de Levy de que Erdogan simplesmente odeia Israel", afirma o texto.

Levy aparentemente rejeitou a hipótese de cálculo político doméstico como um motivo para a hostilidade de Erdogan. Segundo o diplomata israelense, a reação ocorre pois o líder turco é muçulmano e pertence ao Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), de raízes islâmicas.

"Ele é um fundamentalista. Ele nos odeia religiosamente e seu ódio está se disseminando", disse Levy, segundo o documento. As informações são da Dow Jones e Associated Press.

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