Hillary questiona utilidade de debater direitos humanos na China

Secretária de Estado diz que é melhor evitar temas de discórdia e debater mudança climática e crise financeira

Agência Estado e Associated Press,

20 de fevereiro de 2009 | 13h30

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse nesta sexta-feira, 20, que o debate com a China sobre direitos humanos e as independências de Taiwan e do Tibete não deve interferir nas tentativas de se chegar a um consenso em relação a assuntos mais abrangentes.   Veja também: Hillary pede que a Coreia do Norte pare provocações   Pouco após chegar a Pequim - na última parte de seu tour pela Ásia, primeira viagem internacional da principal diplomata dos EUA após assumir o posto -, Hillary afirmou a repórteres que trataria desses assuntos que geram discórdia. Porém notou que não deve haver mudanças em relação aos temas em nenhum dos dois lados. Em vez disso, ela disse que era melhor aceitar que os países discordavam nesses tópicos e enfocar como EUA e China podem trabalhar juntos em relação a questões como as mudanças climáticas, a crise financeira global e as ameaças de segurança.   Os comentários devem desapontar os grupos de direitos humanos. Esses esperavam que ela repetisse o comportamento mostrado há quase 15 anos quando, ainda primeira-dama, Hillary realizou no país um discurso duro sobre o tema, enfurecendo o governo chinês. Porém agora ela disse que os dois lados já sabem sobre a divergência e haveria mais progressos se fossem enfocadas outras questões, nas quais Washington e Pequim podem trabalhar juntos.   "Há uma certa lógica nisso", afirmou Hillary ainda em Seul. "Isso não significa que questões sobre Taiwan, Tibete, direitos humanos e uma série de desafios que normalmente temos com os chineses não farão parte da agenda", apontou. "Mas nós já sabemos bem o que eles irão dizer."   Hillary apontou que os EUA devem "continuar pressionando" os chineses. Mas sem interferir nos temas mais abrangentes, como a crise econômica. Ela ficará na China durante dois dias. Entre os temas em discussão também estará o programa nuclear da Coreia do Norte e as formas de fazer Pyongyang interrompê-lo.

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