REUTERS/Carlo Allegri
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Hillary recebe apoio de ex-congressista ferida com tiro em 2011

Gabrielle Giffords, alvo de ataque armado em janeiro de 2011, escreveu em site pessoal que só Hillary 'tem a determinação e a firmeza para enfrentar o grupo de pressão corporativa das armas'

O Estado de S. Paulo

11 Janeiro 2016 | 12h52

WASHINGTON - A ex-congressista democrata Gabrielle Giffords, gravemente ferida a tiros em Tucson, no Estado do Arizona, em janeiro de 2011, e seu marido, Mark Kelly, expressaram no domingo seu apoio a Hillary Clinton na corrida à Casa Branca, por considerar que é a única capaz de impulsionar um maior controle de armas nos Estados Unidos.

"Só uma candidata à Presidência tem a determinação e a firmeza para enfrentar o grupo de pressão corporativa das armas e o histórico para demonstrá-lo. Essa candidata é Hillary Clinton", escreveram Gabrielle e Mark em mensagem no site "Medium".

Gabrielle se tornou uma das mais veementes críticas da violência armada no país, e em 2013 lançou seu próprio grupo de ação política, "Americanos a favor de soluções responsáveis", centrado em potencializar as campanhas de candidatos ao Congresso que sejam a favor de um maior controle de armas.

Hillary agradeceu o apoio de Gabrielle e Mark em comunicado, e ao lembrar que "três americanos morrem a cada hora" acrescentou que não se trabalha no país para controlar as armas. "Como admiradora de seu valor frente a desafios incríveis, seu serviço ao país que amam e seu compromisso para acabar com a epidemia da violência armada, estou encantada por receber o apoio destes heróis americanos", afirmou Hillary.

A ex-secretária de Estado deu ênfase no assunto das armas esta semana depois que o presidente americano, o democrata Barack Obama, anunciou medidas executivas para aumentar o controle sobre a venda de armas de fogo e advertiu que não apoiará nenhum candidato à Presidência que não seja firme nessa área.

Em particular, Hillary criticou Bernie Sanders, seu principal rival nas primárias democratas, que representa no Senado o Estado de Vermont, com uma boa proporção de proprietários de armas e rejeitou no passado algumas medidas para um maior controle.

No entanto, nos últimos anos Sanders apoiou um maior controle de armas, e defendeu que é o candidato melhor posicionado para fazer a ligação entre as zonas urbanas do país e as rurais, mais reticentes a modificar o status quo nessa matéria. / EFE

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