Kevin Lamarque/Reuters
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Hillary se diz animada com sinais da Coreia do Norte

Segundo secretária, país pode voltar a negociar seu desarmamento nuclear; sinais não foram detalhados

Associated Press,

26 de fevereiro de 2010 | 18h41

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse nesta sexta-feira, 26, que os Estados Unidos estão esperançosos em relação a sinais da Coreia do Norte de que o país pode voltar a negociar sobre seu desarmamento nuclear. O porta-voz de Hillary disse que as conversações podem começar dentro de poucas semanas.

 

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Após um encontro com o ministro de Relações Exteriores sul-coreano, Yu Myung-hwan, a secretária disse a repórteres que dois enviados dos EUA em visita à Ásia ficaram "animados pelo movimento que viram" em esforços para recomeçar negociações para que a Coreia do Norte abandone seu programa nuclear.

 

"Ultimamente, é responsabilidade dos norte-coreanos, mas nós estamos animados pelos sinais de progresso no retorno das conversas que nós estamos vendo", disse Hillary ao lado de Yu, após um almoço de trabalho com o ministro no Departamento de Estado.

 

A Coreia do Norte, a qual supostamente tem plutônio suficiente para fazer ao mesmo seis bombas atômicas, abandonou negociações de desarmamento no ano passado e fez um teste nuclear, desrespeitando sanções da ONU.

 

Hillary não mencionou quais sinais de progresso dados pela Coreia, mas seu porta-voz, P.J. Crowley, disse mais tarde que consultas entre a Coreia do Norte e os outros países negociadores - Rússia, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão e China - indicam que o país nuclear pode estar se aproximando de uma decisão, e que as conversas podem recomeçar "em poucas semanas ou meses".

 

A visita do ministro sul-coreano aos Estados Unidos ocorre após uma ameaça de ataque da Coreia do Norte se atividades militares entre os EUA e seu vizinho do sul ocorrerem no próximo mês.

 

A Coreia do Sul e os Estados Unidos, que mantêm 28.500 soldados em território sul-coreano, planejam conduzir exercícios militares anuais que começarão em 8 de março. A Coreia do Norte vê os exercícios como uma preparação para uma invasão; os EUA e a Coreia do Sul afirmam que as manobras são estritamente defensivas.

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