Justin Sullivan/Getty Images/AFP
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Hillary tenta ampliar vantagem sobre Sanders nas prévias em Oregon e Kentucky

Analistas preveem que ex-secretária de Estado terá dificuldades para vencer. Para eleitores de Sanders, ele deve continuar lutando até a Convenção Nacional Democrata

O Estado de S. Paulo

17 Maio 2016 | 12h47

WASHINGTON - A pré-candidata democrata à presidência dos EUA Hillary Clinton está sob pressão para se sair bem nas prévias dos Estados americanos de Oregon e Kentucky nesta terça-feira, 17, para que possa voltar suas atenções à eleição geral e aos ataques crescentes que vem sofrendo do provável candidato presidencial republicano Donald Trump.

A presença insistente de Bernie Sanders na corrida, mesmo sendo muito improvável que ele consiga superar Hillary e conquistar a indicação democrata, está causando preocupação em aliados da ex-secretária de Estado, que temem que Sanders atrapalhe a resposta de Hillary a Trump e a prejudique mais adiante.

Mas muitos apoiadores de Sanders são indiferentes a qualquer efeito negativo que o senador de Vermont possa ter na disputa, e argumentam que Trump é um candidato tão limitado que Hillary irá despachá-lo facilmente se for sua adversária na votação de 8 de novembro.

"De qualquer maneira, teremos um presidente democrata", disse Alisha Liedtke, de 28 anos, apoiadora de Sanders de Ellensburg, em Washington. Em entrevistas, 14 eleitores favoráveis a Sanders disseram que não temem que Trump suceda o atual presidente dos EUA, Barack Obama, porque não acreditam que o magnata do setor imobiliário possa vencer a eleição. Eles dizem que Sanders deveria continuar lutando até a Convenção Nacional Democrata em julho para pressionar Hillary, e questionar seus laços com Wall Street e seu apoio a acordos de livre comércio.

Os aliados da ex-primeira-dama se abstiveram de insistir que Sanders desista da corrida. Qualquer gesto de sua campanha para tentar aniquilar o autodenominado socialista democrático pode revoltar eleitores democratas e resultar em algo indesejado.

Analistas preveem que ela terá dificuldades para vencer as primárias em Kentucky e Oregon. A ex-secretária de Estado conta com boa vantagem, mas ainda é incapaz de cantar vitória, já que parte considerável do eleitorado democrata deixou claro que prefere as propostas mais ousadas de Sanders.

Confusão. Partidários de Sanders foram acusados de atirar cadeiras e ameaçar de morte a presidente do Partido Democrata no Estado de Nevada, Roberta Lange. Eles argumentaram que a liderança do partido manipulou o resultado da convenção ocorrida no sábado, na qual Hillary assegurou sete votos a favor de sua candidatura, ante cinco pró-Sanders.

O evento teve de ser encerrado quando seguranças do cassino Paris Las Vegas, onde acontecia a convenção, disseram que não podiam mais manter a ordem.

"Ultrapassou os limites", afirmou a senadora democrata Pat Spearman, que apoia a candidatura de Hillary. Ela disse ter visto uma idosa ser atingida com uma garrafa em meio à confusão. "Não há motivo para fazer isso. Esse é o tipo de coisa que eles fazem do outro lado". A Polícia de Las Vegas disse estar investigando as ameaças feitas a membros do Partido Democrata.

Na segunda-feira, o Partido Democrata de Nevada ficou de portas fechadas por razões de segurança e enviou uma carta ao Comitê Democrata Nacional avisando sobre uma inclinação de Sanders a um comportamento violento. Segundo o advogado do partido, Bradley S. Schrager, os partidários de Sanders podem usar táticas similares na Convenção Democrata Nacional na Filadélfia.

Para Tick Segerblom, senador de Nevada e favorável a Sanders, o partido não fez nada de errado, mas precisaria se retratar. "Eles precisam saber que o processo foi justo", disse. "Quando um lado diz que o resultado não foi justo, você precisa ouvi-lo". /Reuters, AFP e Associated Press

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