Hillary: terremoto no Haiti é catástrofe 'inimaginável'

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou hoje que o terremoto que atingiu o Haiti deve deixar "dezenas de milhares" de mortos. Hillary qualificou a proporção do desastre no país caribenho como algo "inimaginável". Os Estados Unidos colocaram em execução com uma grande operação civil e militar para auxiliar o país. Washington está enviando navios, helicópteros, aviões e possivelmente deve mandar milhares de soldados para o Haiti.

AE, Agencia Estado

14 de janeiro de 2010 | 11h36

O presidente dos EUA, Barack Obama, determinou que Hillary voltasse de viagem à Ásia para ajudar a coordenar a operação. O terremoto ocorrido na terça-feira foi considerado o pior no país em mais de dois séculos. Equipes de especialistas começaram a chegar ao Haiti. Uma aeronave norte-americana trabalhava na busca por sobreviventes e tentava ajudar a estimar os estragos.

O secretário de Defesa, Robert Gates, também cancelou seus planos de viajar no fim de semana para a Austrália e decidiu ficar em Washington para tratar da resposta à "crise humanitária no Haiti", segundo um porta-voz do Pentágono.

Como um vizinho rico e com as Forças Armadas mais poderosas do mundo, os EUA parecem em boas condições para liderar o esforço de ajuda para a empobrecida nação caribenha, mobilizando especialistas e equipamentos. Obama afirmou ontem que seu governo está voltado para realizar um esforço "rápido, coordenado e agressivo para salvar vidas". Aproximadamente 5 mil soldados norte-americanos estavam de prontidão para possivelmente seguir para a ilha.

"Este será o um dos maiores (desastres) em termos de perdas de vidas nos últimos anos", disse Hillary, comparando a devastação com o tsunami que atingiu a Ásia em 2004. Os militares norte-americanos informaram que possivelmente enviariam uma unidade de fuzileiros com aproximadamente 2 mil pessoas para ajudar com as operações médicas, entre outras urgências. Comandantes colocaram também uma brigada do Exército de aproximadamente 3.500 homens em alerta em Fort Bragg, na Carolina do Norte, para possível envio ao Haiti.

Porto Príncipe

Já estão em solo haitiano militares norte-americanos e aproximadamente 30 engenheiros militares, médicos e outros especialistas, que viajaram para ajudar a organizar a situação. Análises iniciais sobre a tragédia apontam que os maiores estragos se concentraram na região da capital, Porto Príncipe, mas a escala do desastre ainda não pode ser mensurada.

As Forças Armadas dos EUA anunciaram que o porta-aviões USS Carl Vinson foi despachado para a Costa do Haiti, onde deve chegar ainda hoje. Nota da embaixada norte-americana explica que a embarcação pode servir como base avançada para suprimentos de emergência. Também poderá fornecer tanto helicópteros quanto aviões para as operações logísticas. As informações são da Dow Jones.

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