Hiroshima lembra o 57º aniversário do ataque com bomba atômica

O prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akiba, criticou os Estados Unidos por priorizarem apenas os próprios interesses e pediu o fim das armas de destruição em massa em todo o mundo, hoje, durante a celebração do 57º aniversário do ataque com bomba atômica sobre a cidade. Akiba afirmou que as políticas de Washington depois dos ataques de 11 de setembro são incorretas. "O governo dos Estados Unidos não tem o direito de impor a Pax Americana sobre nós, ou determinar unilateralmente o destino do mundo", disse. Akiba convidou o presidente americano, George W. Bush, a visitar Hiroshima e ver "com seus próprios olhos o que armas nucleares provocam". Às 8h15, momento em que a bomba explodiu, depois de ter sido jogada por um avião de combate americano, no dia 6 de agosto de 1945 - mais de 45 mil pessoas, incluindo sobreviventes do ataque, fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. Guerra A bomba matou 140 mil pessoas e contaminou outras centenas de milhares em Hiroshima, localizada a 690 quilômetros da capital Tóquio. Três dias depois do atentado, os Estados Unidos lançaram uma segunda bomba atômica sobre Nagasaki, matando 70 mil pessoas. O Japão se rendeu em 15 de agosto de 1945, colocando fim à Segunda Guerra Mundial. Em suas declarações, Akiba criticou o que classificou de filosofia internacional prevalecente dos Estados Unidos de ?eu vou mostrar a você? e ?eu sou mais forte do que você?, em relação ao Afeganistão e ao Oriente Médio. Segundo o prefeito, muitas das vítimas dos ataques norte-americanos são mulheres, crianças e idosos. Durante a cerimônia de hoje, 1,5 mil pombas brancas foram soltas. Quinhentas crianças cantaram uma música sobre a paz acompanhando uma orquestra. Este ano, 5 mil novos nomes de pessoas que sucumbiram a doenças, como câncer, provocadas pela radiação das bombas, foram acrescentados ao memorial, subindo o número de vítimas do ataque para 226.870.

Agencia Estado,

06 Agosto 2002 | 15h01

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