Hiroshima pede fim de arma nuclear 64 anos após bomba

O prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akiba, convocou os líderes mundiais a apoiarem o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em uma campanha pela abolição das armas nucleares. O chamado foi feito no 64º aniversário do primeiro ataque com bomba atômica da história. Em abril, Obama disse que os EUA - único país do mundo a ter feito uso de uma bomba atômica em combate - tinham a "responsabilidade moral" de agir e anunciou seu objetivo de ver um mundo livre de armas nucleares.

AE-AP, Agencia Estado

06 de agosto de 2009 | 15h34

Numa cerimônia solene realizada hoje em homenagem às vítimas do bombardeio de 6 de agosto de 1945, Akiba elogiou a proposta de Obama. "Chamamos a nós e a maioria do resto do mundo de ''Obamaioria'', e exigimos que se unam forças para eliminar as armas nucleares até 2020", declarou o japonês. "Juntos, nós podemos livrar o mundo das armas nucleares. Sim, nós podemos", continuou, em referência ao slogan de campanha de Obama nas eleições presidenciais do ano passado.

Durante a cerimônia, foi feito um minuto de silêncio às 8h15 locais, a mesma hora em que, há 64 anos, os EUA despejaram a bomba atômica sobre a cidade, matando cerca de 140 mil pessoas. Três dias depois do ataque a Hiroshima, uma bomba de plutônio lançada sobre Nagasaki matou mais 80.000 pessoas.

O Japão assinou sua rendição em 15 de agosto de 1945, colocando fim à Segunda Guerra Mundial. O governo japonês reconhece mais de 260.000 pessoas mortas pelas duas bombas, entre aquelas que perderam a vida na hora e as que faleceram tempos depois em decorrência de complicações derivadas da radiação emitida pelas explosões.

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