Hispânicos exigem atitude de Obama

Grupo votou em peso no democrata em 2008 e agora quer que ele realize a prometida reforma de imigração

, O Estado de S.Paulo

09 Maio 2010 | 00h00

O eleitorado latino está aumentando a pressão sobre o presidente Barack Obama para que uma reforma da imigração seja votada no Congresso ainda neste ano. A grande participação dos eleitores hispânicos na eleição de 2008 foi um dos motivos da vitória de Obama, que se elegeu prometendo uma reforma da imigração em seu primeiro ano de governo, logo após a reforma da saúde. Mas já se aproxima a metade do segundo ano, e nada.

A polêmica lei de imigração aprovada no Estado do Arizona galvanizou o eleitorado latino em sua pressão pela reforma.

Obama teve 75% dos votos de hispânicos naturalizados americanos. "Essas pessoas têm amigos e parentes que são ilegais e elas se identificam com a causa da reforma; se não for feito nada neste ano, democratas vão perder votos na eleição legislativa de novembro", disse ao Estado Angela Kelley, vice-presidente de política de imigração do Center for American Progress. "O tsunami de mobilização desencadeado pela lei do Arizona está só começando, a pressão vai aumentar."

Os republicanos, de modo geral, querem apenas medidas que endureçam leis de imigração, com mais policiamento nas fronteiras, mais deportações. Eles acham que a imigração ilegal aumenta a criminalidade. "Os Estados estão sendo obrigados a fazer alguma coisa, já que o governo federal não resolve o problema e continuam entrando ilegais", disse Bryan Griffith, porta-voz do Center for Immigration Studies, contra a imigração.

Já defensores da reforma dizem que é preciso ter algum caminho para a legalização dos 11 milhões que já estão nos EUA. Atuar no local de trabalho de ilegais seria mais eficiente do que na fronteira. O grande medo é que, sem uma reforma, leis estaduais como a do Arizona multipliquem-se - Estados como Texas, Geórgia e Oklahoma já anunciaram medidas semelhantes. Mas defensores reconhecem que, agora, não há republicanos que arriscariam a pele para votar a favor de uma reforma da imigração. E, sem republicanos, não é possível passar a lei.

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