Historiador diz que não havia câmara de gás em Auschwitz

O historiador britânico David Irving, que já foi preso por questionar o Holocausto em um livro publicado na Áustria, afirmou nesta quarta-feira que o campo detenção de Auschwitz foi um centro de atração turística e que não há provas de que já houve câmara de gás no local.Irving, cujos comentários foram feitos durante uma entrevista à TV italiana Sky TG24 News, foram reproduzidos imediatamente por agências italianas. Na entrevista, ele afirmou que não há dúvidas que o Nazismo matou milhares de judeus, mas que isto não ocorreu no campo de Auschwitz."Em Auschwitz, eles não tinham câmara de gás. Não há prova contra isso e estou satisfeito com as explicações", disse Irving na entrevista. O historiador falou em inglês, mas seus comentários foram traduzidos para o público italiano.Irving foi sentenciado a três anos de prisão em fevereiro de 2006 sob uma lei australiana de 1992, que diz que "ninguém pode negar, proferir ofensas, aprovar ou tentar explicar" o genocídio praticado pelo Nazismo ou qualquer outro crime contra a humanidade, seja em publicação impressa, televisionada ou em qualquer outro veículo de mídia.Ele foi solto na última semana, após uma alta corte de Viena aceitar suas apelações e converter a sentença de três anos em suspensão condicional da pena. Irving foi imediatamente banido da Austrália.O governo italiano disse que irá propor uma legislação nesta semana tornando crime negar o Holocausto no país, onde não há ainda pena para isto.

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