Historiador é condenado a três anos de prisão por negar Holocausto

O historiador britânico de direita David Irving, famoso por sustentar a inexistência do holocausto, foi sentenciado nesta segunda-feira a três anos de prisão por um tribunal austríaco. Para a legislação do país em que Hitler nasceu, dizer que o genocídio nazista não existiu equivale a crime. Irving poderia ter sido sentenciado a até dez anos de prisão.O historiador, que havia se declarado culpado, insistiu durante seu julgamento, que durou um dia, que havia mudado de idéia e reconhecido que a morte de seis milhões de judeus por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial foi um crime. Antes do veredicto ele admitiu ter errado em argumentar que não havia câmaras de gás nos campos de concentração em Auschwitz.Irving testemunhou expressando pesar por todas as "pessoas inocentes que morreram durante a Guerra" e assinalou que havia confiado apenas em fontes primárias. Segundo seu relato, ele teria encontrado informações de altos oficiais nazistas no começo dos anos 90 que o levaram a fazer tais asserções. E apesar de sua aparente epifania, o historiador afirmou que nunca havia questionado o Holocausto. Ao receber o veredicto o réu pareceu surpreso e o advogado de Irving, Elmar Kresbach, considerou a pena rígida demais. O promotor Michael Klackl se recusou a comentar o resultado. Em seus argumento finais, no entanto, Klack criticou o historiador por ter feito um show e por não ter admitido que os nazistas mataram judeus de maneira sistemática e organizada.Irving, de 67 anos, foi preso sob a lei da Áustria que torna um crime diminuir, negar ou justificar o Holocausto e está sob custódia desde sua prisão em novembro de 2005. As acusações se referem a dois discursos feitos por ele no país em 1989.

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