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Histórias de heroísmo comovem a França

Decisões tomadas em frações de segundos salvaram as vidas de centenas de pessoas; jovem grávida reencontra homem que impediu sua morte

Andrei Netto CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2015 | 22h50

Os gritos de uma mulher pendurada pelas mãos em uma das janelas da casa de shows Bataclan, na noite de sexta-feira, emocionaram a França e o mundo. Em fuga desesperada do atentado, ela gritava: “Eu estou grávida!”. Para salvá-la, Sébastien deixou o esconderijo em que se protegia dos jihadistas armados e a socorreu, expondo-se aos algozes. Acabou sendo feito refém e ameaçado de morte até o desfecho do ataque.

Sébastien é um dos heróis da noite de sexta-feira, 13 de novembro, em Paris. Suas histórias aos poucos tomam os jornais da França e emocionam a opinião pública. “O andar de baixo estava um caos. Eu passei por uma janela e me escondi junto a um ponto de ventilação a 15 metros do solo. Fiquei naquele local durante 15 minutos e, então, a mulher grávida, que não aguentava mais se segurar, me pediu ajuda para voltar ao interior”, contou Sébastien ao jornal La Provence. Ao deixar a fachada exterior do prédio, Sébastien foi descoberto por um dos invasores, que lhe apontou um fuzil Kalashnikov e o ameaçou de morte.

Na segunda-feira, graças a mensagens da jovem salva postadas no Twitter, os dois puderam se encontrar e celebrar a sobrevivência em meio à tragédia.

“Um homem salvou a vida de mulher ontem no Bataclan ao escondê-la sob poltronas que protegeram seu corpo. Depois disso, ele também fugiu. Ele se chama Bruno e nós gostaríamos de agradecê-lo”, afirmou Picolo Clem, funcionário de uma companhia de programação de jogos de videogame. O encontro também aconteceu.

Já Ludovic Boumbas, de 40 anos, motorista da companhia de transporte Fedex, morreu ao ser atingido por tiros no restaurante La Belle Équipe quando jogou-se sobre a jovem Chloé Clement, já ferida, protegendo-a. Atingido, o jovem de origem congolesa não resistiu aos ferimentos.

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