Holanda: apoio popular para casamento de realeza

O príncipe herdeiro Alexandre Guilherme escolheu para esposa uma jovem plebéia, não portestante e argentina - detalhes a que ninguém teria dado maior atenção até se saber que seu pai foi ministro da Agricultura durante o regime militar argentino de 1976 a 1983. As bodas de Guilherme Alexandre e Máxima Zorreguieta, de 28 anos, poderia não receber a aprovação do Parlamento em um país que se orgulha de levar muito a sério as questões morais. Alguns legisladores sugerem que o pai da noiva, Jorge Horacio Zorreguieta, um dos poucos civis do regime militar argentino - durante o qual desapareceram pelo menos 9.000 esquerdistas e dissidentes - e cujo nome nunca esteve associado com a repressão, deveria abster-se de participar dos prepartivos das núpcias. "Todo o governo é responsável pelas desaparições e por isso o considero pessoalmente responsável", disse o legislador Saskia Noorman-Den-Uyl, do governante Partido Trabalhista. Um grupo de destacados escritores e intelectuais exige que o Parlamento não dê suas aprovação "até que Máxima se distancie dos crimes contra a humanidade de seu pai". Embora a rainha Beatriz não tenha aceitado oficialmente o compromisso, há indícios de que a casa real lançou uma campanha para ganhar a simpatia do povo e, segundo as pesquisas de opinião, apenas 3% dos holandeses se opõem ao casamento.

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