AP
AP

Holanda descarta entregar investigação de voo da Malaysia Airlines para ONU

Destroços do avião chegaram a Holanda nesta terça-feira que afirma estar fazendo o melhor diante de uma "complexa situação geopolítica em uma zona de conflito".

O Estado de S. Paulo

09 de dezembro de 2014 | 20h05

O governo holandês rejeitou um pedido para entregar a investigação sobre o acidente do voo MH17 da Malaysia Airlines Flight para a Organização das Nações Unidas (ONU). O coordenador de Segurança e Contraterrorismo da Holanda, Dick Schoof, afirmou que os investigadores estão fazendo o seu melhor diante de uma "complexa situação geopolítica em uma zona de conflito".

Um escritório de advocacia que representa 20 familiares de vítimas de quatro países criticou a investigação holandesa por ser demasiadamente lenta e burocrática e pediu que o primeiro ministro Mark Rutte entregue o trabalho à ONU.

Bob van der Goen, fundador do escritório de advocacia Van Der Goen Advocaten, disse que o desempenho holandês até agora "tem sido terrivelmente superficial". Ele citou a chegada tardia de investigadores ao local do acidente e falhas ao entrevistar possíveis testemunhas na Ucrânia em tempo hábil.

A aeronave foi derrubada em 17 de julho sobre o território mantido pelos rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia, matando todas as 298 pessoas a bordo, a maioria holandeses. Destroços do avião chegaram a Holanda nesta terça-feira.

Equipes internacionais que procuram recuperar restos humanos e salvar provas tiveram dificuldade em chegar ao local do acidente, devido a confrontos entre ucranianos e forças rebeldes. Seis vítimas ainda não foram identificadas. Fonte: Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
HolandaEUAMalaysia Airlines

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.