Robin Van Lonkhuijsen/AFP
Robin Van Lonkhuijsen/AFP

Holanda e Alemanha têm feridos e presos em protestos contra quarentena por covid-19 

Na Holanda, a polícia dispersou com jatos d'água manifestantes contrários às políticas de combate à covid-19 do governo e prendeu dezenas de pessoas em Haia

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2020 | 18h48
Atualizado 21 de junho de 2020 | 19h39

BERLIM - Vários policiais alemães ficaram feridos em confrontos com moradores de um prédio na cidade de Goettingen, que ficou em quarentena após o aparecimento de um surto de coronavírus, informaram autoridades neste domingo, 21. 

Na Holanda, a polícia dispersou com jatos d'água manifestantes contrários às políticas de combate à covid-19 do governo e prendeu dezenas de pessoas em Haia. 

Na cidade alemã, a violência começou no sábado, quando um grupo de residentes tentou atravessar uma barreira de metal instalada para conter as 700 pessoas que moravam no complexo residencial e impedir o contágio.

Alguns atiraram pedras e pedaços de madeira nos agentes de segurança, disse o chefe da polícia, Uwe Luehring, a repórteres neste domingo. 

Os moradores do imóvel ficaram em quarentena na quinta-feira, depois que dois deles testaram positivo para covid-19. Na sexta-feira, 120 pessoas que residem no prédio foram diagnosticadas com a doença. 

Goettingen é um dos vários surtos que surgiram na Alemanha depois que as restrições impostas para combater o coronavírus foram reduzidas em maio.

Oficiais da Renânia do Norte-Vestfália forçaram 6,5 mil funcionários e suas famílias a cumprirem quarentena no começo desta semana, depois de mais de mil funcionários da empresa de processamento de carne Toennies testarem positivo para coronavírus.

Armin Laschet, governador do Estado da Renânia Norte-Vestfália, convocou oficiais consulares da Polônia, Bulgária e Romênia para mobilizar tradutores para persuadir funcionários de uma fábrica local de processamento de carne a cumprirem o novo isolamento.

A Alemanha tem sido considerada como uma história de sucesso na Europa em termos de conter o coronavírus, mas as infecções estão crescendo novamente. No total, o país relatou 189.822 infecções confirmadas por laboratório e 8.882 mortes por covid-19.

Na Holanda, em Haia, centenas de manifestantes se reuniram no centro da cidade com faixas para protestar contra as medidas, incluindo a que prevê distância de 1,5 metro. 

O prefeito Johan Remkes inicialmente proibiu o protesto, mas depois liberou por um tempo limitado. 

A polícia disse que a manifestação foi pacífica até que um grupo de torcedores entrou em confronto com a polícia na Estação Central, jogando pedras e garrafas. 

"A polícia cercou os manifestantes e deteve dezenas de baderneiros, de acordo com a legislação sobre manifestações", disse a polícia em Haia. 

Restaurantes, cinemas, cafés, museus e esplanadas foram autorizados a abrir em 1º de junho, mas com rigorosas medidas de distanciamento. A Holanda registrou 49.593 casos e 6.090 mortes pelo novo coronavírus. /AFP 

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