Holanda pede à Alemanha extradição de nazista fugitivo

Alemão é acusado de executar judeus no território holandês; deportação enfrenta barreiras judiciais

Reuters

25 de novembro de 2010 | 12h56

AMSTERDÃ - A Holanda abrirá um procedimento legal para pedir a extradição de um alemão de 88 anos que foi preso acusado de matar prisioneiros judeus em um campo de concentração do Exército nazista e que escapou da prisão em 1952.

 

A extradição do ex-soldado Klaas Carel Faber foi impedida pela Justiça alemã, que não permite a extradição de seus cidadãos acusados de crimes de guerra. Uma equipe especial que luta pela extradição de Faber emitiu nesta quinta um mandato de prisão em nível continental. O mandato europeu tem abrangência superior ao nacional e poderia levar a Justiça alemã a extraditar o nazista.

 

A ministra da Justiça da Alemanha, Sabine Leutheusser-Schnarrenberg, disse a um jornal alemão em setembro que ela acolheria novas tentativas de fazer Faber cumprir sua sentença. Israel também pressiona a Alemanha para que o nazista seja extraditado para a Holanda.

 

Faber foi condenado à morte em 1947 por ter matado pelo menos 11 pessoas no campo de Westbrooke, na Holanda, que se funcionava como parada para as viagens que levavam judeus a campos de concentração na Polônia, na Alemanha e na Ucrânia.

 

Faber escapou da Alemanha em 1952, após ser preso, junto de vários outros soldados nazistas. Devido à filiação de Faber ao Exército, lhe é conferida a cidadania alemã, o que impede sua deportação. Em 1957, um tribunal alemão declarou que não havia provas o suficiente para que ele fosse julgado.

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