REUTERS/Remo Casilli
REUTERS/Remo Casilli

Países da Europa fecham as portas ao Reino Unido para conter nova variante do coronavírus

Itália, Holanda, Bélgica, Alemanha, Turquia, França e Bulgária, além de Israel e El Salvador, proibiram voos do território britânico para bloquear entrada de versão do coronavírus que se alastra de forma mais rápida; muitos vetaram voos da África do Sul, que tem variante

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2020 | 07h44
Atualizado 22 de janeiro de 2021 | 20h45

LONDRES - Itália, Holanda, Bélgica, Turquia, Alemanha, França e Bulgária decidiram proibir voos procedentes do Reino Unido a partir deste domingo, 20, em uma tentativa de garantir que uma nova cepa de coronavírus que está se alastrando por Londres e o sul da Inglaterra não se espalhe por seus territórios. A Alemanha também vetou voos da África do Sul, onde surgiu uma nova versão do vírus. Alemanha e El Salvador também proibiram voos da África do Sul, seguidos por Israel e Turquia, que também têm na lista a Dinamarca. Portugal somente autorizará voos com seus cidadãos, que devem apresentar um teste negativo. 

Outros países também estão considerando proibir os voos do Reino Unido, entre eles Áustria e Irlanda. A pedido da Espanha, a União Europeia realiza nesta segunda-feira reunião de emergência para discutir uma resposta “coordenada”. A proibição pode ser adotada pelo conjunto da UE, segundo fonte do governo alemão. Os EUA disseram que observam “com muito cuidado” a variante do vírus, mas não cogitam a proibição de voos do Reino Unido. 

As proibições foram anunciadas após o governo britânico ordenar no sábado novo confinamento a um terço de sua população por causa da nova cepa do coronavírus que se alastra mais rapidamente e circula “fora de controle”, segundo o ministro britânico da Saúde, Matt Hancock. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que os controles sejam reforçados na Europa e recomendou a seus membros que “aumentem suas capacidades de sequenciamento” do vírus. Fora do território britânico foram detectados alguns casos com a mesma cepa encontrada no Reino Unido: nove casos na Dinamarca, um na Holanda, um na Itália e outro na Austrália.

Em declarações à Sky News, Hancock disse que a situação era extremamente séria. “Será muito difícil controlá-la até que tenhamos distribuído a vacina”, afirmou. “Teremos de lidar com isso durante os próximos dois meses.” Ele qualificou de “irresponsáveis” as milhares de pessoas que lotaram as estações de trens de Londres no sábado para fugir das restrições. A vacinação na UE começará dia 27, seguindo os passos do Reino Unido e dos EUA.

Os cientistas descobriram essa variante em um paciente em setembro. Mas a Saúde Pública da Inglaterra avisou ao governo na sexta-feira, depois que os estudos revelaram a gravidade da nova cepa, disse à Sky News Susan Hopkins, cientista da agencia do governo, confirmando os dados divulgados no sábado pelo premiê Boris Johnson, segundo os quais a variante pode ser 70% mais contagiosa. 

Desde a semana passada, a Europa é a região do mundo com mais mortes pela covid-19, com mais de 522 mil. São 23,6 milhões de casos desde o início da pandemia.

Outros países

Em Portugal, as viagens ficarão limitadas a cidadãos portugueses ou com residência legal no país, que devem apresentar teste negativo ou fazer o teste à chegada ao aeroporto de destino. Já a Grécia vai impor uma quarentena obrigatória de sete dias a todas as pessoas que chegarem do Reino Unido a partir de segunda-feira, além de manter a obrigação de apresentar um teste PCR negativo realizado nas 72 horas anteriores à viagem. / AFP, REUTERS, AP e NYT

 

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