Holanda quer proibir venda de maconha a estrangeiros

Proposta do Parlamento tem o objetivo reduzir o total de turistas que vão ao país em busca da droga

Reuters e Associated Press

27 de maio de 2011 | 21h04

AMTERDÃ - O Parlamento da Holanda vai proibir a venda de maconhas nos cafés do país para quem não portar um documento especial, o que deve dificultar a compra da droga para os turistas, de acordo com informações dadas pelo primeiro-ministro do país, Mark Rutte, nesta sexta-feira, 27.

 

O premiê afirmou que o sistema deve começar a valer ainda neste ano na região sul da Holanda - nas províncias sulistas de Limburg, Noord Brabant e Zeeland -, onde há um grande volume de turistas alemães e franceses em busca da droga, antes de estender as regrar para o resto do país, inclusive a capital, Amsterdã.

 

Um porta-voz do Ministério da Justiça, porém, afirmou que a decisão de proibir completamente os estrangeiros de comprar maconha ainda passará pela Suprema Corte. Apesar disso, a fonte disse que cada café terá direito a emitir 1.500 permissões para a obtenção da droga, o que forçará seus donos a escolher entre turistas e seus clientes.

 

"Para combater a criminalidade associada aos cafés e ao tráfico de drogas, a política de portas abertas desses estabelecimentos vai acabar", diz uma carta do Parlamento aos ministros da Justiça e da Saúde. "O Parlamento espera que o fechamento dos cafés para estrangeiros vai coibir a prática da viagem para a Holanda para a compra e o consumo da maconha", completa o documento.

 

A Holanda é conhecida por ter uma das mais liberais políticas sobre drogas na Europa e isso fez das suas lojas de maconha uma atração turística muito popular, particularmente em Amsterdã.

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