Holanda sentencia piratas somalis em caso histórico

Cinco cidadãos somalis foram sentenciados à prisão hoje no primeiro caso de pirataria julgado pela Corte na Europa moderna. Eles ficarão presos por atacar um navio cargueiro com bandeira holandesa e antilhana que transportava armas automáticas e granadas.

AE-AP, Agência Estado

17 de junho de 2010 | 14h07

Os cinco foram sentenciados por atacar o navio Samanyulo no Golfo de Áden, em 2009. O ataque foi frustrado por militares holandeses em helicópteros. Cada um dos acusados foi sentenciado a cinco anos de prisão.

"A pirataria é um delito grave, que deve ser combatido com vigor", afirmou o juiz que presidiu a Corte Klein Wolterink. Um dos acusados qualificou a decisão como injusta. "A Holanda não gosta dos muçulmanos", afirmou várias vezes em inglês Sayid Ali Garaar, de 39 anos. "Isso é ilegal."

Os promotores pediam sentenças de sete anos, mas Wolterink disse ter levado em conta as condições difíceis na Somália, que levaram os homens à pirataria.

O caso é característico da luta contra o aumento dos incidentes de pirataria no Golfo de Áden e no Oceano Índico, que levou embarcações do mundo a formarem grupos para se protegerem, em um dos corredores marítimos para mercadorias e petróleo mais ativos do mundo. Em alguns casos, os piratas conseguiram ter êxito e pedem resgates milionários. Os sequestros em alto-mar continuam, apesar de uma força internacional para evitá-los, integrada por Estados Unidos, União Europeia, Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Japão, Coreia do Sul e China.

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