AFP PHOTO / Brendan Smialowski
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Hollande garante que dia de votação na França terá segurança

Colégios eleitorais em províncias ultramarinas francesas já estão abertos

O Estado de S.Paulo

22 Abril 2017 | 12h48
Atualizado 22 Abril 2017 | 15h37

PARIS - Um clima de incerteza e vigilância marca a véspera da votação na França. Em meio a um forte esquema de vigilância policial, o governo prometeu neste sábado, 22, garantias totais para o exercício do voto. Colégios eleitorais em províncias ultramarinas francesas já estão abertos. 

O presidente François Hollande afirmou que o governo não poupará recursos para garantir a segurança dos eleitores. As autoridades mobilizarão no domingo mais 50 mil policiais e agentes em todo o país, apoiados por 7 mil militares.

“Nada deve prejudicar o encontro democrático”, afirmou o primeiro-ministro Bernard Cazeneuve.

Parte dos franceses que moram em territórios de ultramar e no exterior, incluindo na América Latina, como por exemplo a Guiana Francesa e ilhas do Caribe, e Estados Unidos, começaram a votar, um dia antes que os eleitores em território metropolitano.

A campanha oficial terminou na sexta-feira à meia-noite, o que proíbe a imprensa de divulgar pesquisas ou declarações dos candidatos até o fim do horário de votação no domingo.

Dois dias antes do tiroteio na Champs Elysées, a polícia prendeu em Marselha, sul da França, dois homens suspeitos de planejar um atentado. 

No último dia de campanha, os candidatos de direita e de extrema direita endureceram o discurso no tema segurança, com pedidos de reforço da luta contra o terrorismo.

“Há 10 anos, sob os governos de direita e de esquerda, se faz de tudo para perder a guerra contra o terror”, disse Marine Le Pen, da Frente Nacional.

François Fillon, afetado por um escândalo de nepotismo e corrupção, afirmou que está determinado a combater o terrorismo “com mão dura”.

“Parece que alguns ainda não entenderam a magnitude do mal que nos ataca”, afirmou, em uma crítica ao atual governo.

As declarações dos candidatos foram condenadas pelo governo socialista, que os acusou de “instrumentalizar” o atentado e “agitar sem vergonha o medo” dos franceses com objetivos exclusivamente eleitorais.”

A segurança e o desemprego são os dois temas que mais preocupam os franceses. / AFP

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