Holandesa morta na Espanha estava grávida, diz polícia

Ingrid Visser morreu porque estava acompanhando o namorado, Lodewijk Severein, que foi cobrar uma dívida de um sócio espanhol

28 Maio 2013 | 14h57

O drama de Ingrid Visser, ex-jogadora de vôlei da seleção holandesa, torturada até a morte em Murcia, na Espanha, fica cada vez mais sombrio. A imprensa espanhola revelou nesta terça-feira, 28, que ela estava grávida de três meses. 

Ontem, fontes ligadas à investigação, afirmaram que Lodewijk Severein, namorado de Ingrid, também torturado brutalmente até morrer, era o alvo dos criminosos. Ele teria emprestado uma grande soma em dinheiro ao espanhol Juan Cuenca Lorente, ex-diretor do CAV Murcia, clube de vôlei da cidade, extinto em 2011. O casal teria ido a Murcia para um exame periódico em uma clínica de fertilidade e Severein aproveitaria a ocasião para cobrar a dívida de Lorente.

O espanhol teria convencido o casal a ir até uma casa alugada na cidade de Molina de Segura, nos arredores de Murcia, provavelmente com a promessa de pagar o que devia, segundo a polícia. Ingrid e Severein, no entanto, foram para o abatedouro. Lá estavam dois romenos, assassinos profissionais, Constantin Stan e Valentin Ion.

Por dois dias, aproximadamente, eles torturaram os holandeses até a morte. Os corpos foram esquartejados com uma serra elétrica e enterrados em uma plantação de limão no vilarejo de Alquerías, a poucos quilômetros de Murcia.

Segundo a polícia espanhola, Severein teria feito algum tipo de sociedade com Lorente e investido muito dinheiro em um negócio ligado ao setor de mármore, que foi um retumbante fracasso após a crise econômica.

O duplo assassinato chocou a Holanda. Não só pela violência, mas porque Ingrid era um mito: disputou 514 partidas pela seleção - foi a atleta que mais vestiu a camisa do país em todos os esportes coletivos. Ela e o namorado estavam desaparecidos desde o dia 13 de maio. Dezenas de voluntários holandeses voaram para Murcia para ajudar a espalhar panfletos e cartazes na busca pela jogadora. Desde o início, no entanto, a política espanhola já sabia que dificilmente o casal seria encontrado com vida.

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