Holandesa que se casou com jihadista do EI tem liberdade condicional

Jovem foi resgatada pela mãe na Síria e é investigada por 'suspeita de envolvimento' com o grupo extremista 

O Estado de S. Paulo

25 Novembro 2014 | 17h01

BRUXELAS - A Justiça da Holanda concedeu nesta terça-feira, 25, liberdade condicional a uma holandesa de 19 anos, suspeita de envolvimento com o grupo Estado Islâmico (EI). A jovem foi resgatada pela mãe na Síria após desistir do casamento com um ex-militar holandês de origem turca que se tornou jihadista do grupo.

Na semana passada, Aïcha, nome que adotou na Síria, foi detida pelas autoridades holandesas assim que retornou ao país com a mãe. Ela não foi acusada formalmente, mas é "suspeita de envolvimento com a organização terrorista".

A jovem foi solta com certas condições que não foram reveladas pela promotoria da província de Limburgo, mas, que, segundo a Justiça, permitirão investigação sem obstáculos.

Aïcha foi resgatada pela mãe na fronteira da Turquia com a Síria. A mãe foi buscá-la depois de a menina querer voltar para casa, após o casamento com o jihadista turco-holandês Omar Yilmaz não dar certo. A jovem o viu pela primeira vez na televisão e fez contato com o ex-militar por meio das redes sociais. Ele teria treinado combatentes do EI na Síria.

A jovem se converteu ao Islã com 18 anos e mudou de nome depois de se casar com Yilmaz. Os dois viajaram para a Síria em fevereiro. No início, a holandesa mantinha contato com a família, mas, com o tempo, deixou de responder mensagens e e-mails.

O caso de Aïcha é um exemplo do grande número de jovens europeus que viajaram para a Síria para se filiar ao grupo extremista.

Até agora, 130 holandeses deixaram o país para viajar ao Oriente Médio, dos quais "quase 30 já retornaram e 14 morreram nos combates", segundo o relatório "A transformação do jihadismo na Holanda", publicado em outubro pelo Serviço de Inteligência e Segurança holandês (AIVD). Para o órgão, os combatentes que retornam da Síria são um risco potencial para a segurança interna. /EFE

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