Enrique de la Osa/Reuters
Enrique de la Osa/Reuters

Hollande chega a Cuba em 1.ª visita oficial de um líder europeu

Presidente francês se encontra com Raúl Castro nesta segunda-feira e quer ampliar relações bilaterais

O Estado de S. Paulo

11 de maio de 2015 | 08h59


HAVANA - O presidente da França, François Hollande, chegou domingo a Havana para uma visita oficial a Cuba, a primeira de um chefe de Estado francês ao país, que ocorre em pleno processo de reaproximação entre Havana e Washington.

A visita de Hollande a Cuba faz parte de uma viagem pelo Caribe. Ele já esteve nas Antilhas Francesas (São Bartolomeu, San Martín, Martinica e Guadalupe) e terminará no dia 12 de maio no Haiti.

Em sua chegada ao aeroporto internacional José Martí de Havana, Hollande foi recebido pelo vice-ministro das Relações Exteriores cubano, Rogelio Sierra.

Está previsto que Hollande se reúna com o presidente de Cuba, Raúl Castro, nesta segunda-feira, 11, após uma intensa agenda que inclui um encontro com o cardeal Jaime Ortega, máximo representante da Igreja Católica do país e a quem entregará a insígnia de Comandante da Legião de Honra, a mais alta distinção francesa.

Ao longo da segunda-feira, Hollande também se encontrará com estudantes e professores da Universidade de Havana, onde assinará vários acordos de troca acadêmica e cultural; e inaugurará a nova sede da Aliança Francesa na capital cubana.

A visita, a primeira de um líder de um país europeu ao país em mais de 55 anos, ocorre cinco meses depois do anúncio do restabelecimento de relações diplomáticas entre Cuba e EUA.

Comércio. A viagem também tem caráter econômico, por isso o presidente encerrará um fórum no qual participarão diretores da extensa delegação empresarial que o acompanha, integrada por companhias como a de bebidas Pernod Ricard, a hoteleira Accor, a companhia aérea Air France, o grupo de distribuição Carrefour, o de telecomunicações Orange, e vários bancos.

A França quer fomentar o comércio com Cuba, com quem teve no ano passado negócios no valor de US$ 200 milhões, número inferior ao de 2013 e longe dos fluxos que Cuba mantém com outros parceiros europeus como Espanha, Holanda e Itália. /EFE

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