REUTERS / Philippe Wojazer
REUTERS / Philippe Wojazer

Hollande condecora passageiros que evitaram ataque no trem Amsterdã-Paris

Segundo o presidente, passageiros 'deram um exemplo do que se pode fazer em circunstâncias dramáticas'

O Estado de S. Paulo

24 de agosto de 2015 | 08h42

PARIS - O presidente da França, François Hollande, enalteceu nesta segunda-feira, 24, "a coragem" dos três americanos e do britânico que conseguiram evitar “um massacre” na sexta-feira passada no trem Amsterdã-Paris.

Os quatro passageiros, junto a um francês que quis manter-se no anonimato, "deram um exemplo do que se pode fazer em circunstâncias dramáticas", declarou Hollande ao entregar-lhes no Palácio do Eliseu a insígnia de Cavaleiro da Legião de Honra, a máxima distinção francesa.

O suposto terrorista é o marroquino Ayoub el Kahzzani, de 26 anos, que subiu no trem em Bruxelas com um fuzil kalashnikov, nove carregadores e uma pistola automática, e feriu duas pessoas antes de ser rendido por esses passageiros e posteriormente detido.

"Seu heroísmo deve ser um exemplo para muitos e uma fonte de inspiração. Perante um mal que está aí e que se chama terrorismo, há um bem, o da humanidade. É o que vocês encarnam", destacou o chefe de Estado francês.

Desde sexta-feira, segundo Hollande, toda a França admira o sangue frio dos americanos Spencer Stone, Alek Skarlatos e Anthony Sadler, e do britânico Chris Norman, que foram hoje à sede da presidência francesa acompanhados de partes de suas famílias.

Hollande lembrou também a intervenção do primeiro passageiro que cruzou com o terrorista, de nacionalidade francesa, e do franco-americano que ficou ferido e que se encontra no hospital de Lille. Ambos serão condecorados.

Do incidente, segundo o presidente, deve se extrair a lição que "perante a agressão sempre é preciso fazer algo", e que embora em primeiro lugar isso corresponda aos poderes públicos, também há, além das medidas necessárias, uma "responsabilidade individual".

"Fiz o que tinha que fazer", afirmou por sua parte na saída da cerimônia o britânico Norman, que viu o reconhecimento como "uma grande honra".

Kahzzani cumprirá 26 anos de prisão a partir do dia 3 de setembro, de acordo com a advogada que o representou. Ela disse que ele estava “espantado que atribuíram um caráter terrorista a sua ação”, e o descreveu como um homem “esquelético”, “pouco instruído” e “perdido”. /EFE e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.