Stephane de Sakutin/AFP
Stephane de Sakutin/AFP

Hollande e Cameron visitam o Bataclan e articulam ataque conjunto ao EI

Chefes de Estado da França e da Grã-Bretanha foram à casa de shows parisiense prestar homenagem aos que morreram no local

O Estado de S. Paulo

23 de novembro de 2015 | 07h45

PARIS (atualizado às 11h) - O presidente da França, François Hollande, e o primeiro-ministro britânico David Cameron visitaram o Bataclan nesta segunda-feira, 23, para prestar homenagem aos mortos no ataque do Estado Islâmico a Paris no dia 13. Das 130 pessoas assassinadas na capital francesa no dia dos atentados, 90 estavam na casa de shows.

Ambos deixaram uma rosa cada um no local da tragédia, informou a assessoria da Presidência francesa. Cameron escreveu em sua conta no Twitter que permaneceu "ombro a ombro" com Hollande e publicou uma foto dos dois na área em que ocorreu o atentado.

Cameron e Hollande se dirigiram em seguida ao Palácio do Eliseu, onde reside o presidente francês. "Vamos intensificar nossas incursões aéreas em busca do objetivo de causar o maior dano possível a essa organização terrorista", afirmou Hollande a jornalistas franceses, em conversa da qual o britânico participou.

Cameron disse nesta segunda-feira que pedirá ao Parlamento britânico aprovação para a Grã-Bretanha se juntar à França em uma aliança internacional de ataques contra o Estado Islâmico na Síria. Ele afirmou que está convencido de que seu país deve se juntar aos franceses no bombardeio contra os jihadistas.

O premiê se comprometeu a obter a aprovação dos legisladores para uma ação militar na Síria, mas alguns deles estão cautelosos em aprovar tais medidas. Cameron também ofereceu o uso de uma base aérea britânica em Chipre para as ações na Síria.

Esforços. Após reunião com Hollande, Cameron disse que os dois líderes concordaram em aumentar a cooperação contraterrorismo após os ataques em Paris. Ele pediu mais esforços da União Europeia para compartilhar inteligência com o objetivo de deter os extremistas.

"Apoio firmemente a ação que o presidente Hollande tomou para atacar o Estado Islâmico na Síria e estou firmemente convencido que a Grã-Bretanha também deveria", disse o premiê. Ele espera evitar uma repetição de 2013, quando perdeu votos parlamentares sobre ataques aéreos contra forças do presidente sírio Bashar Assad.

Hollande disse que a França vai acelerar sua campanha aérea de bombardeios com a chegada do porta-aviões Charles de Gaulle na tarde de hoje. "Cabe à Grã-Bretanha decidir como ela pode nos ajudar, mas estamos convencidos de que temos que continuar os ataques contra o Estado Islâmico na Síria", disse. "Vamos intensificar nossos ataques e vamos escolher alvos que farão o máximo de dano possível a este exército terrorista", acrescentou.

O encontro entre os dois líderes dá início a uma semana frenética de diplomacia para Hollande, que se encontrará ainda com líderes de Moscou e de Washington enquanto tenta construir uma aliança militar para atacar os jihadistas. /AFP, REUTERS, ASSOCIATED PRESS e DOW JONES NEWSWIRES


Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.