Hollande encontra Sarkozy e fala em união

Presidente eleito aparece ao lado do atual chefe de Estado em evento em Paris e diz que é hora de o país se distanciar da polarização da campanha

ANDREI NETTO , CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

09 Maio 2012 | 03h08

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e seu sucessor no Palácio do Eliseu, François Hollande, posaram juntos ontem no Arco do Triunfo para celebrar o Armistício da 2ª Guerra e se reconciliar após uma eleição dura. Em um gesto simbólico inédito, ambos depositaram flores no túmulo do soldado desconhecido, lado a lado.

Enquanto o atual presidente saía em silêncio, ovacionado por uma pequena multidão de fãs, o socialista - que já organiza o novo gabinete - veio a público pedir à França que supere as feridas da campanha e se una frente aos desafios que vêm pela frente.

Foi a primeira vez na história que dois presidentes da França protagonizaram juntos os rituais do dia 8 de maio. Foi também a última cerimônia pública do atual presidente, que passará o poder a Hollande no dia 15, no Palácio do Eliseu.

A convite de Sarkozy, Hollande aceitou comparecer à homenagem, que contava com veteranos da 2ª Guerra e líderes políticos atuais, como o primeiro-ministro, François Fillon, e do passado, como o ex-premiê Lionel Jospin.

Encontro. Por volta de 11h, na Avenida de Champs Elysées fechada ao tráfego, Sarkozy e Hollande chegaram em carros separados, o primeiro escoltado por batedores e seguranças, o segundo, pela imprensa. Em um clima sóbrio, sem sorrisos, mas ainda assim amistoso, os dois presidentes cumprimentaram os ex-combatentes.

Hollande foi orientado por Sarkozy durante a cerimônia, em uma imagem simbólica. Ao fim da solenidade, o presidente não quis falar com a imprensa. Já o novo chefe de Estado explicou o significado do encontro.

"É a imagem da reunião que precisaria ser feita entre o presidente em exercício e o que assumirá no dia 15. Nós devíamos estar todos os dois na cerimônia", disse o socialista, em tom sério. "A campanha foi dura. É preciso que o país saiba que foi unido pelo presidente em exercício e o eleito. É a imagem desejada por todos os franceses."

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