Hollande promete intervir para impedir demissões

O candidato favorito à eleição presidencial francesa, François Hollande, prometeu intervir nas empresas para evitar demissões em massa e disse que vai controlar o mercada financeiro se for eleito,

AE, Agência Estado

25 de abril de 2012 | 13h54

O atual presidente, o conservador Nicolas Sarkozy, luta para se manter no poder, mas as pesquisas de intenção de voto indicam que ele vai perder no segundo turno, marcado para 6 de maio, para o socialista Hollande, que contesta os cortes orçamentários promovidos por Sarkozy e prometeu novos gastos governamentais.

Hollande destacou sua plataforma de esquerda mais uma vez nesta quarta-feira com o objetivo de conter os temores da população sobre a manutenção dos empregos e dos banqueiros e agências de rating, que responsabilizam a França pela crise financeira e pelo agravamento das perspectivas econômicas do país.

Meios de comunicação dizem que conselheiros de Sarkozy estão pressionando executivos de empresas para que não anunciem grandes demissões durante a campanha presidencial e preveem uma onda de demissão após a eleição.

Respondendo a esses temores, Hollande disse ao canal de televisão France-2, nesta quarta-feira, que "antes que decisões irreparáveis sejam feitas, eu devo intervir".

Ele disse que vai tentar evitar uma grande quantidade de demissões e que os executivos terão "responsabilidades a tomar". Hollande não explicou como vai evitar a perda de empregos ou citou alguma empresa em particular.

As pesquisas indicam que a questão do emprego é a principal preocupação dos eleitores franceses.

No folheto de campanha de Hollande, distribuído nesta quarta-feira, ele prometeu resistir "ao poder do dinheiro" se eleito e afirmou que suas prioridades incluem "forçar a obediência do setor financeiro".

Alguns economistas dizem que a única forma de a França acalmar o nervosismo dos investidores é reduzir as dívidas e estimular as perspectivas de crescimento, alterando as leis para tornar mais fácil contratar e demitir trabalhadores e abrir e fechar empresas.

O ministro da Economia de Sarkozy, François Baroin, criticou os planos de gastos de Hollande nesta quarta-feira, advertindo que países em toda a Europa têm de fazer mais para cortar custos.

Os tumultos no mercado nas últimas semanas mostram "que a crise realmente nunca acabou", afirmou Baroin à rádio Europe-1. "Todos os países estão endividados. Todos os países precisam reduzir seus déficits. Todos os países têm de fazer esforços, incluindo a França." As informações são da Associated Press.

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