Hollande promete repressão após tumultos em Amiens

O presidente francês François Hollande prometeu reprimir as pessoas que provocaram tumultos na cidade de Amiens, que deixaram policiais feridos e danificaram prédios.

AE, Agência Estado

14 de agosto de 2012 | 11h10

"O Estado tomará as medidas necessárias para combater estes atos violentos", declarou Hollande, após os tumultos num bairro de trabalhadores que deixaram 16 policiais feridos, incendiou uma escola e destruiu um shopping center.

Na área onde os tumultos aconteceram já foram registrados distúrbios anteriores e a região foi identificada pelo governo como uma das 15 zonas onde a segurança precisa melhorar.

A polícia disse que cerca de 100 pessoas participaram dos tumultos e que os manifestantes dispararam com armas de chumbinho e usaram fogos de artifícios contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e balas de borracha, mas não há relatos de feridos entre os manifestantes.

Em comunicado, o prefeito de Amiens, Gilles Demailly, pediu uma ampla investigação sobre os eventos que aconteceram durante a noite. Segundo ele, os tumultos ocorreram durante uma cerimônia organizada pela família de um jovem que morreu em condições trágicas em Amiens na semana passada. Demailly pediu uma resposta "proporcional" dos agentes da lei aos distúrbios, que, afirmou, foram realizados por uma minoria.

Os distúrbios fizeram surgir temores de que a crescente tensão social em Amiens possa dar início a uma agitação civil em áreas problemáticas em outras cidades onde o desemprego entre os jovens é muito alto.

Em 2005, a França registrou seus piores distúrbios desde o levante estudantil de 1968, após a morte de dois jovens que foram eletrocutados quando fugiam da polícia. Milhares de carros foram incendiados e dezenas de escolas e outros prédios públicos ficaram danificados durante três semanas de violência em mais de 200 cidades em todo o país. As informações são da Dow Jones.

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