Hollande: recuperação econômica da França começou

O presidente da França, François Hollande, disse neste domingo que a recuperação econômica do país foi retomada e que o crescimento econômico deve aumentar na segunda metade do ano.

AE, Agência Estado

14 de julho de 2013 | 10h44

"A recuperação já começou", declarou Hollande em entrevista aos dois principais canais de televisão do país em razão do Dia da Bastilha. "A produção industrial está aumentando de novo", acrescentou, destacando que a produção industrial é a que mais cresce na Europa.

Hollande disse também que a demanda dos consumidores subiu um pouco e que as empresas voltaram a contratar.

As declarações do presidente ressaltam as palavras do ministro de Finanças Pierre Moscovici, que na semana passada disse que a economia do país cresceu no segundo trimestre, após duas contrações trimestrais consecutivas no ano passado e no início deste ano.

O banco central francês anunciou, em junho, que as estimativas para a segunda maior economia da zona do euro tinham subido 0,1% no segundo trimestre após duas contrações consecutivas no final de 2013 e no início de 2013. A agência de estatísticas do governo, a Insee, disse em sua última perspectiva econômica que haverá uma expansão de 0,2% no segundo trimestre em relação ao primeiro.

Por outro lado, o otimismo de Hollande contrasta com o relatório da agência de classificação de risco Fitch, divulgado na sexta-feira, quando o rating AAA do país foi rebaixado. A Fitch espera contração em 2013, após a estagnação no ano passado e prevê que a dívida do governo francês atinja 96% do Produto Interno Bruto (PIB) no final deste ano.

Para limitar o déficit, o governo vai cortar gastos e elevar impostos apenas se "for absolutamente necessário", declarou Hollande.

Separadamente, o presidente disse que o governo não vai autorizar a exploração de gás de xisto no país durante seu mandato. O comentário foi feito depois de o ministro da Indústria, Arnaud Montebourg, ter declarado, na semana passada, que a França exploraria suas reservas de gás de xisto. Fonte: Dow Jones Newswires.

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