Thibault Camus /AP
Thibault Camus /AP

Onda de atentados terroristas em Paris mata ao menos 153

Atirador abre fogo em restaurante no 11º distrito, homens fazem reféns em casa de shows e explosões atingem Stade de France

O Estado de S. Paulo

13 de novembro de 2015 | 19h19

(Atualizada à 1h28)

 PARIS - Em uma noite de pânico e terror, ao menos seis atentados simultâneos atingiram nesta sexta-feira, 13, pontos distintos de Paris e deixaram pelo menos 153 mortos e dezenas de feridos, segundo a rede de TV CNN, que cita fontes policiais.

 Entre outros, os alvos foram restaurantes, uma casa de shows e o Stade de France, palco da final da Copa de 1998. A polícia antiterrrorista francesa assumiu as investigações dos ataques. Até agora, nenhum grupo tinha reivindicado a autoria dos atentados. Das vítimas, a grande maioria -112 - morreu no cerco a casa de shows Bataclan, 14 no restaurante Le Cambodge, 19 no restaurante Le Carilon, 4 no Stade de France e 4 em outros ataques. 

O presidente francês, François Hollande, que assistia no estádio ao amistoso entre França e Alemanha, deixou a partida às pressas e passou a noite no Ministério do Interior para avaliar a onda de ataques.  Ele decretou estado de emergência e o fechamento das fronteiras do país. O Exército deve ser enviado nas próximas horas para as ruas da capital francesa. 

Ao menos dois brasileiros ficaram feridos nos ataques, segundo a embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis. Os dois passaram por cirurgia, já foram identificados, mas seus nomes não serão divulgados. 

O primeiro ataque foi registrado no restaurante Le Cambodge, de culinária cambojana, no 11º distrito da cidade. Um atirador armado com uma AK-47 abriu fogo contra a clientela e deixou mortos e feridos. Ambulâncias e policiais foram enviados ao local do ataque.

No Bataclan, uma casa de shows a pouco mais de 1 km do local do primeiro ataque, homens armados tomaram pelo menos 100 reféns que assistiam ao show da banda Eagles of Deathmetal. A polícia invadiu o local e o que se seguiu foi uma carnificina: Cerca de 100 pessoas morreram. O canal de notícias francês BFM TV afirmou que houve vários tiros antes da tomada do local.

No Stade de France, onde duas explosões foram ouvidas no fim do primeiro tempo do amistoso, os acessos ao estádio foram fechados. A partida terminou com vitória da França por 2 a 0. Lentamente, a polícia começou a retirar os torcedores do estádio.

Segundo a polícia francesa, a partida amistosa, que terminou com vitória da França por 2 a 0, não foi interrompida para evitar pânico, mas o presidente francês, François Hollande, que assistia ao jogo, foi retirado do local ainda no intervalo. 

Após deixar o Stade de France, Hollande se reuniu com o premiê Manuel Valls e o ministro do Interior Bernard Cazeneuve para discutir as medidas tomadas contra a onda de ataques. A polícia antiterrorista foi encarregada das investigações. 

Repercussão. O presidente americano, Barack Obama, foi informado do ataque. Segundo fontes de inteligência americana, é provável que os ataques tenham sido coordenados e executados por terroristas. "Estamos chocados e estamos ao lado da França na luta contra o terrorismo", disse Obama. 

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, disse estar horrorizado com a série de ataques na França. 

“Estamos ao lado da França”, disse o ministro alemão.  O primeiro-ministro britânico, David Cameron, também ofereceu solidariedade às autoridades francesas. / Renata Tranches, com  AFP, EFE, REUTERS e AP 

Este vídeo registrou o momento de uma das explosões

Veja quai locais foram atingidos pelos atentados:

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