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Homem armado com faca mata 1 e fere 5 no centro de Londres

Mulher morreu minutos após a chegada da equipe médica à Russell Square; um suspeito foi preso e há indícios de que teria problemas mentais

Fernando Nakagawa, Correspondente / Londres, O Estado de S.Paulo

03 Agosto 2016 | 22h50

LONDRES - Um homem com uma faca atacou várias pessoas no centro da capital britânica no fim da noite desta quarta-feira. A polícia metropolitana de Londres informou que uma mulher morreu e cinco outras pessoas ficaram feridas na região de Russell Square. Um homem de 19 anos foi preso após o ataque e, segundo a NBC News, havia indícios de que ele teria problemas mentais. Logo após o incidente, a polícia disse que terrorismo era uma das possibilidades investigadas.

Segundo um comunicado da Polícia Metropolitana de Londres distribuído no início da madrugada no horário britânico (fim da noite no Brasil), ela foi informada às 22h33 de quarta-feira – 18h33 no horário de Brasília – que um homem com uma faca estava atacando pessoas na região de Russell Square, nas proximidades do Museu Britânico.

No local do ataque, o serviço emergência socorreu uma mulher de aproximadamente 60 anos que morreu minutos depois da chegada da equipe médica. Cinco pessoas também estavam feridas no local. A Scotland Yard disse que aguardava informações dos agentes que estavam no local sobre o estado dos feridos. 

Ainda de acordo com a polícia, um homem de 19 anos foi preso as 22h39 locais após ter sido imobilizado com uso de uma arma de choque elétrico. 

O ataque ocorreu horas após a Polícia Metropolitana de Londres anunciar que um maior número de agentes armados patrulhariam as ruas da capital britância após a onda de atentados terroristas na Europa."Veremos mais agentes armados em nossas ruas, mas não há razão para alarme. Nossos agentes estão fazendo sua parte e trabalhando com a população para evitar a possibilidade de um ataque", disse ontem à tarde a Scotland Yard em um comunicado.

Em março, o chefe do serviço antiterrorismo britânico, Mark Rowley, advertira que o Estado Islâmico estava planejando mais ataques na Europa e a Grã-Bretanha é um alvo em potencial. “Estamos vivendo uma ampliação da ameaça de grupos que tentam realizar ataques maiores”, disse, citando como exemplo os atentados de novembro em Paris. No ano passado, 339 prisões relacionadas a terroristas foram realizadas na Inglaterra e no País de Gales, o maior número já registrado pelas autoridades.

A polícia britânica desarticulou em maio um grupo que planejava um atentado contra o metrô de Londres ou em um movimentado centro comercial da capital. Agentes antiterrorismo foram alertados sobre um complô idealizado por Mohammed Rehman, um homem de 25 anos que se escondia sua identidade com o apelido de "Silent Bomber" ("Bombardeiro silencioso") nas redes sociais, e usou o Twitter para fazer consultas sobre qual alvo atacar na capital britânica.

Ele foi preso com a mulher, Sana Ahmed Khan, de 24 anos, e os dois  foram condenador por planejar atentados e por posse de materiais com fins terroristas". No apartamento em que viviam foram encontrados material para a fabricação de explosivos e explicações sobre como construir uma bomba. 

Aparentemente, o casal compartilhava "um interesse comum" pela ideologia islamita extremista e ambos buscaram várias vezes na internet informações sobre os terroristas suicidas responsável contra o metrô de Londres em 7 de julho de 2005. Os dois se interessavam, além disso, pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI). O histórico de busca online de Rehman indicou que ele aprovava as atrocidades cometidas pelos terroristas e "desejava desempenhar seu próprio papel".

Atentados de 2005. O ataque a facadas desta quarta-feira ocorreu na mesma área onde foi detonada uma das bombas dos ataques de 7 de julho de 2005 contra o transporte público de Londres. Ao todo 52 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas nas explosões de bombas no metrô de Picadilly, entre as estações de King's Cross e Russell Square, e uma quarta em um ônibus de dois andares na Tavistock Square, em plena hora do rush.Os ataques suicidas foram lançados por quatro radicais islâmicos que teriam se inspirado na rede Al-Qaeda.

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