EFE
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Homem armado invade escritório de partido de presidente turco

Ação ocorre um dia depois homens fazerem promotor de refém em ação que acabou com três mortos

O Estado de S. Paulo

01 de abril de 2015 | 09h36

ISTAMBUL, TURQUIA - Um dia depois de dois militantes de extrema esquerda terem feito de refém um promotor de justiça em Istambul, a polícia turca deteve, nesta quarta-feira, 1º, um indivíduo armado que invadiu um escritório do AKP, partido do presidente Recep Tayyip Erdogan, no distrito de Kartal, em Istambul. 

De acordo com o jornal Hürriyet, o edifício foi esvaziado, e a política fechou a rua. Em um vídeo difundido na internet, o homem armado entra ao quebrar a janela do sétimo andar e depois aparece ao lado de uma bandeira turca. Ele gesticula e parece dizer algo como uma oração por alguns segundos. 


Logo depois, agentes de uma unidade especial da polícia o renderam e detiveram em uma operação na qual não houve vítimas ou tiroteios. 

Não ficou claro se o incidente desta quarta-feira tem relação com a ação de terça-feira que resultou na morte do promotor Mehmet Selim Kiraz. 

Prisões. As forças de segurança turcas prenderam 22 pessoas suspeitas de pertencer ao grupo de extrema esquerda Partido-Frente Revolucionária de Libertação Popular (DHKP-C, na sigla em turco), que assumiu a autoria do sequestro do promotor em Istambul que terminou com a morte de três pessoas, entre elas o próprio refém.

Unidades da polícia antiterrorista efetuaram nesta madrugada batidas em domicílios de 23 pessoas suspeitas de serem membros do grupo de extrema esquerda na cidade de Antalya, e prenderam 22 delas, de acordo com o jornal digital Radikal. A maioria dos detidos seriam estudantes da universidade Akdeniz, localizada na cidade litorânea.

O advogado dos presos, Hakan Evcin, afirmou que o grupo não planejava nenhuma ação em Antalya e apenas tinha previsão de divulgar um comunicado de imprensa na tarde desta quarta-feira.

Durante as oito horas que durou o sequestro do promotor Mehmet Selim Kiraz no Palácio de Justiça, em Istambul, simpatizantes do DHKP-C compartilharam nas redes sociais informação sobre a ação.

O DHKP-C, herdeiro do movimento turco de esquerda Dev-Sol, fundado em 1978, reivindicou nos últimos anos a autoria de vários atentados, alguns deles suicidas, contra delegacias e policiais.

Além da série de detenções em Antalya, a polícia prendeu hoje 36 estudantes na Universidade de Istambul. Os jovens preparavam uma ação de protesto contra o governo, segundo o jornal Evrensel. / Com EFE e AFP

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